domingo, 19 de junho de 2011

Depressão e Café

Se preferir, leia esta matéria na íntegra em seu site de origem. Esta matéria é do site Folha.com


Café pode passar de vilão a mocinho, apontam estudos

IARA BIDERMAN
Colaboração para a Folha de S. Paulo
TATIANA DINIZ
da Folha de S. Paulo


(...)

Depressão

O efeito antidepressivo do café foi apontado em uma grande pesquisa populacional realizada nos EUA, conhecida como "pesquisa das enfermeiras", por ser essa a ocupação da população observada. Os dados mostraram uma menor incidência de depressão profunda e de suicídio entre aquelas que eram consumidoras habituais da bebida.

No Brasil, uma pesquisa realizada entre 1987 e 1998, envolvendo mais de 100 mil estudantes de dez a 18 anos, também verificou uma relação inversa entre o consumo de café e a depressão. Coordenada por Darcy Lima, da UFRJ, e com o apoio do Instituto de Estudos do Café da Universidade Vanderbilt, de Nashville (EUA), os dados preliminares da pesquisa também mostram uma menor incidência de alcoolismo entre as crianças e os adolescentes que tomam aproximadamente três xícaras de café por dia.

Porém, as conclusões desses trabalhos ainda não são consenso entre os médicos. Ricardo Moreno, presidente do departamento de psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, não recomenda café nos casos de depressão.

A polêmica da cafeína

"A cafeína é uma substância estimulante do sistema nervoso central. Nos quadros de depressão, todas as substâncias estimulantes são contra-indicadas porque alteram o humor das pessoas", explica Moreno. Segundo ele, algumas pessoas desfrutam de uma sensação de bem-estar logo após ingerir uma xícara de café, mas isso não deve ser confundido com um efeito antidepressivo. "No longo e no médio prazos, inclusive, o consumo contínuo pode acentuar o estado depressivo na ausência da substância", completa.


Para Darcy Lima, a questão não se resume à cafeína. Ele acredita que, embora a substância também possa ter relação com o efeito antidepressivo e inibidor do alcoolismo, os principais agentes são os antagonistas de opiáceos derivados dos ácidos clorogênicos presentes no café.

Mas a crença comum é que café é mesmo sinônimo de cafeína substância psicoestimulante que pode causar, além de dependência, sintomas como irritabilidade, nervosismo e insônia.

Sim, pode, mas os defensores do café batem em duas teclas: a cafeína corresponde a apenas 1% a 2,5% da composição do café; e esses efeitos indesejáveis só ocorrem quando o consumo é excessivo. Atualmente, a quantidade recomendada é de uma a duas xícaras diárias para quem tem menos que dez anos e mais que 60 anos e de três a quatro xícaras para a faixa etária restante, segundo Lima.


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Um comentário:

Cynthia disse...

Maravilhoso seu post, meu vício é a Coca-cola que não deixa de obter a cafeína. Tô tentando abandonar, mas comprendi mesmo que como tomo café só pela manhã, faço da coca-cola meu vício então. Abraço Cy.