segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Perguntas frequentes sobre Marta

Importante: Só leia este artigo se você já tiver lido o romance. A primeira metade do texto abaixo contém informações-chave para entender o transtorno bipolar da protagonista.

Preparei um texto que, a meu ver, pode esclarecer as principais dúvidas dos leitores até agora. Ainda é um esboço, mas já há de ajudar.

Dividi o texto em 1) "transtorno bipolar" e temas correlatos; e 2) "curiosidades".



1. Transtorno Bipolar

1.1. Delírio

Tentarei explicar o que é delírio febril, delírio devido ao álcool e delírio na psicose.

O delírio febril está associado à hiperpirexia (febres de 42-43 graus, sendo que o delírio tende a começar em torno de 42, isto é, quando começam os danos ao cérebro). Se alguém tem uma febre de 38 ou 40 graus e deliria, deveríamos buscar outras justificativas para o delírio.

O delírio devido ao álcool ocorre depois que se ingere determinada quantidade mínima de álcool, que pode variar de pessoa para pessoa. Nesse caso, o delírio é causado pelo álcool. (Também há o delirium tremens, mas esse tem a ver com a abstinência de álcool e, não, com os efeitos imediatos do consumo dele.)

O delírio na psicose, se estamos falando de um F31.2 por exemplo, é aquele que ocorrerá numa crise de mania do bipolar. Desse modo, além do delírio, haveria outros sintomas de mania, como humor elevado, sentimento de grandiosidade, ausência da percepção de perigo, etc. É claro que um bipolar pode ter febre ou beber enquanto tem uma crise de mania. Daí que, nesses casos, deveríamos nos perguntar qual é exatamente a causa do delírio.

Se um bipolar apresenta sintomas de mania, tem febre de 38 ou 40 graus e deliria, deveríamos imaginar que o delírio se deve antes à fase de mania que à febre.

Se um bipolar apresenta sintomas de mania, consome álcool em quantidade inferior à necessária para um delírio devido ao álcool e deliria, deveríamos, igualmente, imaginar que o delírio se deve antes à crise de mania que ao álcool.

Tudo isto é importante se queremos distinguir um F31.2 (mania com psicose) de um F31.1 (mania sem psicose), por exemplo.

O delírio, obviamente, pode ter outras causas além das mencionadas acima.

O delírio e a alucinação (que não são a mesma coisa) também podem acontecer na depressão. Se acontecem fora das crises do bipolar, isto é, entre uma crise e outra, já poderíamos nos perguntrar sobre um diagnóstico de transtorno esquizoafetivo.

Tenhamos em mente, ainda, que a febre geralmente é acompanhada de mal-estar, letargia, depressão, sonolência, etc. Sendo assim, perguntemo-nos: Por que alguém teria febre e estaria eufórico (humor elevado, excesso de energia, impulsividade, etc.)?

As febres de 40, além do mais, não estão associadas à confusão mental, mas é com 40 de febre que a protagonista demonstra falta de juízo crítico. Somemos a isso o humor elevado, o excesso de energia, a impulsividade, etc.



1.2. Estupor

O estupor melancólico é uma forma de lentificação. O paciente não reage ao mundo externo. Simplesmente fica imóvel ou praticamente imóvel e isso pode durar um dia inteiro ou mais. O pensamento também parece estar suspenso, como se o paciente tivesse deixado de pensar, porque a atividade cerebral também se lentifica.

Atualmente, não é comum que alguém passe por estupor melancólico. Geralmente o paciente começa a ser tratado antes que haja essa forma mais grave, isto é, antes que tenhamos um caso clássico de estupor melancólico, como retratado no parágrafo anterior. Ainda assim, existem formas sutis de estupor, algo que vagamente nos lembra a forma clássica, sem chegar a sê-la. Nas formas sutis, não são satisfeitos todos os requisitos, inclusive duração, para a caracterização do verdadeiro estupor melancólico.

Mas o que isso tem a ver com o transtorno bipolar? Resposta: lentificação excessiva e formas sutis de estupor melancólico na juventude são quase sempre um indicativo de transtorno bipolar em curso, que geralmente se manifestará no futuro através de fases maníacas.

No prefácio de Marta, há uma série de perguntas que você pode responder lendo o romance. Uma dessas perguntas é se houve alguma forma sutil de estupor ao longo da obra.

A lentificação (ser lento) é algo que vemos numa fase depressiva. Mas o estupor melancólico já seria algo mais exagerado que a lentificação que vemos na depressão.

No TAB, além do estupor melancólico, pode haver o estupor maníaco.



1.3. Fadiga

A fadiga pode ser uma doença em si ou sintoma de outras doenças.

Marta recebeu o diganóstico de fadiga mental (ou melhor, de síndrome da fadiga crônica, a julgar pelo contexto).

Mas quando o diagnóstico de SFC está ou parece estar equivocado, adotam-se novas linhas de investigação. Elas incluirão exames de sanidade mental (depressão, por exemplo), anemia, HIV, etc.

Obviamente, por exemplo, ter depressão não impede ninguém de ter anemia. Nesse caso, cura-se a anemia e, só depois, verifica-se se há depressão ou não.

Ainda falando sobre o diagnóstico de SFC, ele pareceria ainda mais equivocado para o médico se este tivesse em mente os períodos de humor elevado experimentados por Marta. Mas o período de euforia mais notável ainda estaria por vir.

Sendo assim, já sabemos por que Marta não melhorava conforme o esperado, por que o doutor pediu novos exames e quais seriam esses novos exames.



1.4. Borderline

A relação de Marta com João nos ajuda a diferenciá-la de uma borderline. Bipolares e borderlines podem ter uma visão bastante diferente sobre as pessoas que lhes fizeram bem ou mal. Os relacionamentos amorosos de bipolares, via de regra, também diferem bastante daqueles vividos por borderlines.

João, sem querer, nos ajuda a dizer que Marta não é borderline.

Note, ainda, para que nos aproximemos da teoria psicodinâmica, que a maneira de Marta fugir de um problema ou conflito não é exatamente aquela que vemos num borderline quando este está sob grande pressão. Marta tende à depressão (uma espécie de fuga para dentro de si ou negação do mundo externo). Já um borderline tenderia a uma fuga da realidade, por exemplo mudando bruscamente de assunto numa conversa se o tema o aflige grandemente, como se o tema anterior jamais tivesse sido trazido à baila.



1.5. TAB-IA narrow e TAB-IA intermediário (Liebenluft)

TAB-IA significa transtorno bipolar na infâncie a adolescência.

O TAB-IA narrow compreende o TAB I e II. As fases de mania ou hipomania são claras ou definidas.

O TAB-IA intermediário compreende aqueles casos de mania ou hipomania, mas com duração geralmente inferior ao exigido para uma crise de mania ou hipomania.

Outro tipo de TAB-IA intermediário é aquele em que as fases de mania ou hipomania não apresentam humor elevado ou sentimento de grandiosidade, mas, em vez disso, apresentam irritabilidade entre os demais sintomas da mania ou hipomania.

Há, ainda, o TAB-A broad, de que não falarei aqui.



1.6. TAB-NOS (Biederman)

Ambos os tipos de TAB-IA intermediário costumam ser diagnosticados como TAB-NOS. Em outras palavras, estamos falando de episódios de mania ou de hipomania inespecificados. Não há o número mínimo de sintomas, ou há e eles não duram o tempo mínimo exigido.

O TAB-NOS ou TAB-SOE são aqueles episódios que não atendem a todas exigências do CID-10. Daí que também podemos ter um episódio depressivo inespecificado, por exemplo.

A maioria das crianças e adolescentes sofre de TAB-NOS (Biederman).

Lembremos, além do mais, que o TAB-NOS é uma espécie de diagnóstico de espera enquanto episódios claros ou definidos não se manifestam, os quais podem acontecer ou não no futuro, permitindo, quando acontecem, um diagnóstico de TAB I ou II.



1.7. Espectro Bipolar (Akiskal)

Os tipos intermediários de TB-IA e o TAB-NOS ficam dentro do espectro bipolar.



1.8. Sintomatologia mista

Na fase mista, os sintomas de depressão e de mania aparecem ao mesmo tempo (estado misto estável) ou se alternam rapidamente (estado misto instável).

Neste último caso, por exemplo, os sintomas maníacos podem se manifestar por apenas algumas horas, o mesmo acontecendo com os sintomas depressivos, que, lembremos, se alternam com os de mania. O bipolar pode chorar pela tarde numa grande apatia e tristeza e ir a uma festa pela noite, cheio de alegria e energia.

O estado misto instável corresponde a uma clicagem rápida e pode ser confundido com a ciclagem ultradiana. Não há ou não costuma haver uma diferença clara. Seja como for, ir de um pólo ao pólo oposto uma vez por dia ao longo de uma semana (episódio misto) já é diferente de ciclar ao menos 4 vezes por dia (ciclagem ultradiana).

Por outro lado, fases que duram menos de 4 horas podem ser uma única fase (não necessariamente a mista) em vez de cilcagem ultradiana. Agora a diferença entre estado misto e ciclagem ultradiana seria menos clara.

A ciclagem ultradiana é mais comum em crianças. As fases mistas, mais comuns em adolescentes.

Aqui também poderíamos falar em fases mistas e em TAB-NOS, tal como falamos em fases de mania ou de depressão e TAB-NOS. Nesses casos, lembremos, os episódios são chamados de inespecificados, porque já não estamos falando em episódios definidos ou que atendam a todas as exigências do CID-10.

Outro caso que pode lembrar uma fase mista é este: Sintomas apenas de mania acontecendo durante alguns dias, alternados com sintomas apenas de depressão que também duram alguns dias. Nesse caso teríamos antes episódios inespecificados de mania e de depressão (TAB-NOS) do que um episódio misto em que os sintomas se alternam rapidamente (TAB tipo I).



1.9. Personalidade pré-mórbida

Para que tenhamos um ponto de referência, lembremo-nos da parte IV da obra. Embora Marta apresente humor elevado na maior parte do tempo, ela nos relata acontecimentos aparentemente anteriores aos primeiros sintomas do TAB, isto é, temos assim um visão de sua personalidade pré-mórbida. Talvez pareça curioso que o relato de um período pré-mórbido tenha sido oferecido ao leitor durante um momento de elevação do humor da protagonista. Mas direi que um bipolar, apresentando humor elevado ou deprimido, também é capaz de falar de si. Quem quiser analisar Marta nesse momento, portanto, deve separar os fatos narrados (período pré-mórbido) da narração dos fatos (a maneira como ela narra, com humor elevado, fuga de ideias, distratibilidade, verborragia, etc.).

Se de fato pudermos ter um retrato de sua personalidade pré-mórbida, veremos mais claramente os momentos em que seu humor se eleva ou se deprime no período mórbido, porque teremos assim um ponto de referência. Não é à toa, portanto, que o período pré-mórbido relatado se localiza imediatamente antes do período mórbido. Como ambos os períodos (o mórbido e o pré-mórbido) se encontram na mesma faixa etária de Marta (a primeira adolescência) já não teremos que levar em conta mudanças de comportamento típicas referentes ao desenvolvimento do cérebro ao longo das faixas etárias. Seria mais difícil fazer essa comparação (perguntando-se o que exatamente se deveu ao TAB) se confrontássemos a "Marta adolescente bipolar" com uma "Marta de 5 ou 7 anos não bipolar". Uma "Marta de 5 anos não bipolar" seria mais impulsiva, não seria capaz da mesma fluência verbal, não teria o pensamento lógico nem a vida social e afetiva de uma adolescente, não teria comportamento sexualizado.

É mais simples ou proveitoso que, comparando a Marta mórbida e a Marta pré-mórbida, não haja muito mais que o TAB para observarmos, de que modo que vejamos o TAB mais claramente.

Agora, perguntemos: As relações interpessoais e as respostas afetivas de Marta, no período pré-mórbido, eram adequadas?



1.10. Humor elevado e humor deprimido

Talvez, nos momentos de humor elevado da protagonista, você note:
sentimento de grandiosidade
autoconfiança excessiva
excesso de energia
agitação psicomotora
hipersexualidade
aumento da libido
fuga de ideias
verborragia
pressão para falar
distratibilidade
falta de percepção de perigo
juízo crítico diminuído ou ausente
impulsividade
impõe-se mais aos outros, ou lhes desobedece mais facilmente
delírio
etc.


Talvez, nos momentos de humor deprimido, você também note:
senso de inferioridade ou baixa auto-estima
fadiga
lentificação
imobilidade
demora em reagir ou em responder
pouca ou nenhuma reação a estímulos externos, já não se distrai facilmente
pouca ou nenhuma autoconfiança
dificuldades de concentração
falta de prazer em atividades que antes lhe agradavam
diminuição ou suspensão das atividades rotineiras
dificuldade em cumprir tarefas simples
sofrimento moral
diminuição da libido
pouco ou nenhum interesse por sexo
impõe-se menos aos outros, ou aceita ordens e sugestões mais facilmente
isolamento social
alucinação auditiva
etc.

Agora, a pergunta seria esta: De que modo os momentos de humor elevado e de humor deprimido se manifestam? Eles constituem uma fase mista clara ou inespecificada? Ou caracterizam episódios diferentes, isto é, de mania ou hipomania inespecificado e de depressão inespecificado?

Em certa parte da história, entretanto, já podemos falar mais facilmente em episódios de depressão claros e de mania ou hipomania definidos?

Sintomatologia mista e TAB-NOS são típicos em adolescentes, mas podem dar lugar a episódios mais claros ou definidos no futuro.

Lembre-se, ainda, que ciclos rápidos são típicos em TAB-IA e que o estado misto instável não deixa de corresponder a um ciclo rápido.



1.11. Consequências do TAB

As oscilações de humor causam transtornos ou prejuízos significativos à vida pessoal, profissional e social do bipolar. Do contrário, teríamos uma pessoa normal e não haveria o que tratar. Pessoas normais também têm oscilações de humor, mas as consequências não são as mesmas.

Sendo assim, quais foram as consequências das oscilações de humor de Marta em sua vida amorosa, estudantil e social? Se não fossem essas oscilações, como teria sido sua relação com João? Como ela teria tratado Vasco? Sua vida na faculdade teria sido diferente? E o que dizer do fim da história? Teríamos tido outro final?

Em poucas palavras, Marta teve uma vida normal ou suas oscilações de humor lhe trouxeram consequências fora do normal?



2. Curiosidades

2.1. Fernet

Os argentinos adoram beber fernet com coca-cola. É uma bebida bastante popular do outro lado da fronteira.

A fernet branca, na verdade, é escura. Branca é o sobrenome do inventor da bebida e não faz referência à cor da bebida.

Na Argentina, eles dizem el fernet (o fernet, no masculino). Já no Brasil, é comum que se diga a fernet, no feminino.

Do mesmo modo que muitos gramáticos entendem que se deve dizer a champanhe, no feminino (porque champanhe é uma bebida, outra palavra no feminino), faz sentido também dizer a fernet, ainda que, literalmente, fernet signifique ferro derretido.

A graduação alcoólica da fernet é cerca de 41%, praticamente a mesma da vodca, bebida muito mais conhecida. Cheguei a reescrever o romance, substituindo a fernet pela vodca, por se tratar de uma bebida universalmente conhecida. Mas depois concluí que a fernet, por um motivo ou por outro, deveria continuar no texto do romance. E continuou.



2.2. Carlitos

Na Argentina, existe o sanguche de miga (algo geralmente traduzido como sanduíche de miolo de pão, mas que, literalmente, significa sanduíche de migalha).

Lá, eles produzem um pão especial para fazer os sanguches de miga. Seja como for, imagine um pão de forma, daqueles sem casca, só com a parte branca. Imagine alguém passando maionese nas fatias desse pão, de um lado e de outro e nas laterais, depois passando as fatias na chapa quente, tostando-as. Imagine, agora, essas fatias recebendo algum recheio. Pronto! Você acaba de imaginar um sanguche de miga (ou algo muito parecido).

Esse sanduíche surgiu na Argentina umas 5 ou 6 décadas atrás com o nome de carlitos (numa referência a Charles Chaplin), nome que continua sendo usado na província de Córdova (ou Córdoba, para falarmos em espanhol...).

Em Buenos Aires, por exemplo, eles dizem sanguche de miga. Não tente dizer carlitos na capital argentina e na maior parte do país. Eles simplesmente vão rir se você disser que quer comer carlitos...



2.3. Carlitos, Van Gogh e Cia.

Carlitos (sanduíche), Van Gogh (cafeteria) e outros nomes de bipolares famosos aparecem aqui e ali ao longo do romance, sempre de forma sutil, sem alardes. Se Marta vai ao Café Van Gogh e come carlitos, sendo ela uma bipolar, isso é no mínimo irônico e serve para fazer refletir.

A tela de Van Gogh que aparece na capa do romance tampouco foi escolhida à toa. É considerada a tela que melhor representa a bipolaridade de Van Gogh. Note o céu acima, escuro e sombrio, e o campo de trigo abaixo, brilhando como se estivesse sob o sol. A parte superior da tela (o céu escuro) nos lembra as fases de depressão. A parte inferior da tela (o trigal dourado) nos lembra as fases de euforia.



2.4. Vestibular

Já tive oportunidade de ver reportagens na TV dizendo que não há vestibular na Argentina. A impressão que fica é a de que os argentinos entram na Universidade como quem entra na casa da Mãe Joana...

Se estamos falando de Vestibular (isto é, da Fuvest, a Fundação do Vestibular, que é uma instituição brasileira), ela obviamente não existe na Argentina nem em nenhuma outra parte do mundo.

Mas, se estamos falando de vestibular (palavra que significa exames de admissão para o ingresso em curso superior), isso certamente existe no país vizinho. Não se engane. Os argentinos também fazem exames de admissão para entrar na Universidade.

O que acontece é que o processo seletivo deles é diferente. Há um número menor de matérias para estudar e, além disso, você ouvirá falar em prova oral. Mas não se engane pensando que é mais fácil entrar nas universidades argentinas porque o número de matérias a estudar é menor. Tanto lá como aqui, existe a relação candidato/vaga. Isso significa que, quanto maior o número de canditos disputando uma vaga, mais difíceis serão as avaliações.

Talvez alguém diga: "Tudo bem, lá existem os exames de admissão tal como aqui no Brasil. Mas eles não usam a palavra vestibular." Nesse caso, eu responderia essa pergunta com outra: "No Brasil, falamos o português ou o espanhol? E, se falamos português, por que não usar a palavra vestibular se estamos produzindo um texto em português, segundo nossa maneira de falar?"

Ao escrever a primeira versão de Marta em espanhol, usei a expressão "exames de admissão". Mas, ao produzir a atual versão em português, decidi usar a palavra vestibular. Um bom tradutor sabe que traduzir não é uma questão de substituir palavra por palavra, mas uma questão de interpretar o texto original e buscar os equivalentes mais adequados ao passar de uma língua para a outra.

Um comentário:

Maria Oliveira disse...

Olá,vim conhecer seu cantinho e já estou super seguindo!
Parabêns pelo Blog e sucesso pra ti!

Se quiser me fazer uma visitinha,será muito bem vindo e se quiser seguir também,sinta-se em casa!

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