terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bipolares famosos - lista

Abraham Lincoln (político);
Agatha Christie (escritora);
Byron, Lord (poeta);
Charles Chaplin (ator);
Charles Dickens (escritor);
Christian Andersen (escritor);
Edgar Allan Poe escritor);
Elvis Presley (cantor);
Emile Zola (escritor);
Ernest Hemingway (escritor);
Eugene O'Neill (dramaturgo);
Handel (compositor);
Hermann Hesse (escritor);
Honoré de Balzac (escritor);
Isaac Newton (cientista);
Janis Joplin (cantor);
Jimi Hendrix (cantor);
Kurt Cobain (cantor);
Leão Tolstói (escritor);
Maria Shelley (poetisa);
Marilyn Monroe (atriz);
Miquelângelo (artista);
Mozart (compositor);
Napoleão Bonaparte (militar e estadista);
Oscar Wilde (escritor); 
Platão (filósofo);
Sigmund Freud (médico);
Victor Hugo (escritor);
Vincent van Gogh (pintor);
Virgínia Woolf (escritora);
William Faulkner (escritor);
Winston Churchill (político).


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domingo, 4 de setembro de 2011

Perturbação bipolar

Para ler este texto na íntegra e em seu site de origem, clique aqui. Este excelente texto é do site da Oficina de Psicologia, Lisboa.


Perturbação Bipolar

(...)

Para muitos, a expressão "bipolaridade", ou "perturbação bipolar" será pouco familiar. Se falarmos em perturbação maníaco-depressiva, a sua designação menos actual, muitos mais a conhecerão. Seja através de filmes, séries, livros ou contacto pessoal, a perturbação bipolar é figura frequente no nosso imaginário colectivo ou mesmo experiência de vida. Nesse contexto, pode dizer-se que figura no elenco de "bichos-papões" associados à saúde mental. Muitas vezes, é vista como uma condição que condena quem dela sofre a um estado de quase-loucura equiparável apenas ao da esquizofrenia, que não tem tratamento e será uma eterna incapacidade, caracterizado por uma montanha-russa emocional – ora num estado de euforia quase imparável e insuportável para quem com ela lida, ora na mais profunda melancolia e depressão. Aparece associada ao olhar esgazeado de um pico positivo (episódio maníaco) capaz da maior generosidade, mas também de imprudência e até violência, assim como ao rápido declínio para o pico negativo, uma depressão tão profunda que frequentemente conduz ao suicídio. Ainda assim, não são poucas as descrições de grandes artistas e cientistas que eram bipolares, e cujos picos positivos lhes deram o "empurrão" para a fama e a glória. Na verdade, a perturbação bipolar não será tão monstruosa quanto as suas caracterizações mais pessimistas a pintarão, nem tão romântica e inócua quanto nos pode fazer crer a obra deixada por grandes homens e mulheres que dela padeceram.

(...)

 
De facto, a perturbação bipolar é uma das perturbações mentais mais actuais no seio da discussão científica, e tem sofrido grandes avanços na forma como se define. É de uma complexidade extrema, sendo um dos mais difíceis diagnósticos em saúde mental. Embora haja manifestações muito fortes e evidentes da perturbação, são muito frequentes manifestações mais moderadas que podem passar despercebidas. O que a distingue, acima de tudo, é a presença de sintomas "maníacos". Sendo a mania uma palavra familiar, falamos aqui de algo muito diferente da "mania das limpezas", da "mania de dizer mal" ou da "mania de embirrar". Falamos de sintomas como uma disposição anormalmente expansiva, positiva ou irritável, da redução de necessidade de dormir, de um aumento desmedido e repentino da auto-estima, que frequentemente roça a grandiosidade, de picos de intolerância à crítica, à frustração, de períodos de produtividade excessiva e inesperada, de um discurso "saltitante", acelerado e pouco coerente, de distractibilidade aumentada, ou mesmo de comportamentos de risco como gastos excessivos, picos de promiscuidade sexual, ou a ausência de percepção de perigo. Durante um pico maníaco, sentimo-nos os reis do mundo, como se nada nos pudesse tocar. Durante um pico positivo, nem todos estes sintomas estarão presentes. Nem todos eles estarão facilmente evidentes, e igualmente intensos. Aquilo que sabemos é que estes se agrupam nesta perturbação, e é muito frequente alternarem com estados depressivos (ver secção "Depressão") e com momentos de normalidade, em que tudo está como esteve antes de surgir a perturbação. Estes momentos podem variar na sua duração e no tempo que decorre entre cada um deles. E este é um dos aspectos que torna difícil o diagnóstico. Apesar desta dificuldade, a maioria dos estudos tem vindo a estimar que cerca de 1% da população mundial possa sofrer desta perturbação. A idade habitual de aparecimento da perturbação bipolar situa-se na casa dos 20 anos, início dos 30. No entanto, estudos recentes têm vindo a apontar um número crescente de casos na adolescência.

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sábado, 3 de setembro de 2011

Transtornos mentais e diagnóstico

Para ler esta matéria em seu site de origem, clique aqui. Ela foi traduzida do site argentino Noticiero Diario.

 
 
Rechaço social aos transtornos mentais dificulta o diagnóstico


Estes são alguns dos resultados de uma pesquisa realizada pela Fundação AstraZeneca durante sua última "Campanha de Conscientização Social Sobre a Enfermidade Mental", celebrada em Madri e Sevilha.

 
Do estudo participaram cerca de 5.500 entrevistados. Deles, 69 por cento afirma que são enfermidades muito desconhecidas, tanto pelos pacientes como por seus familiares, enquanto que um de cada quatro (26 por cento) aponta que o problema do diagnóstico se deve ao fato de que os "sintomas destas enfermidades são pouco claros".

 
Outro dado relevante desta pesquisa foi o "grande desconhecimento" por parte da maioria das pessoas sobre os sintomas da esquizofrenia e do transtorno bipolar. Deste modo, 52,2 por cento dos entrevistados não conhecia nenhum sintoma do transtorno bipolar e 45,5 por cento não conhecia nenhum sintoma da esquizofrenia.

 
Por outro lado, entre as pessoas que já conheciam sintomas de ambas as enfermidades, destacaram a ciclotimia na forma de altos e baixos; as mudanças de humor como determinantes no transtorno bipolar; e a presença de alucinações, a agressividade e a violência no caso da esquizofrenia.


Igualmente, nove de cada dez entrevistados pensam que o transtorno bipolar e a esquizofrenia interferem na vida cotidiana do paciente, sobretudo nos relacionamentos amorosos e vida conjugal, no trabalho e no tempo de lazer. Entretanto, "percebe-se que certas tarefas podem ser feitas com certa normalidade. É preciso deixar claro que essa limitação não é impossibilidade", explicou Miguel Ruiz, professor de Psicologia da Universidade Autônoma de Madri e diretor do estudo.



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