Mostrando postagens com marcador TAB-IA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TAB-IA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de março de 2012

Como identificar um adolescente bipolar?

Nas postagens anteriores, tivemos uma ideia de como é, tipicamente, o transtorno bipolar em adultos (TAB I e II) e em crianças.

No transtorno bipolar na adolescência, costumamos ver um meio-termo entre TAB adulto e TAB na infância. As fases de um adolescente, de modo geral, são mais definidas ou delimitadas que as de uma criança, ainda que geralmente mais curtas que as de um adulto, e a sintomatologia mista ainda é presente ou não “desapareceu” completamente.

Um adolescente bipolar, entretanto, também pode apresentar fases definidas de mania e depressão, por exemplo, de modo que ele seja diagnostico ainda na adolescência como bipolar do tipo I ou II. Nada impede que seja assim, e isso realmente acontece. Mas nesta postagem, antes de tudo, quero falar do que é típico ou generalizado.

A maioria das crianças e adolescentes, como dissemos em outra postagem, fica dentro do espectro bipolar, isto é, sofrem de TAB SOE ou ciclotimia.

O diagnóstico de ciclotimia, não raro, dá lugar ao de transtorno bipolar.

O TAB SOE, por sua vez, é uma espécie de diagnóstico de espera, ou seja, é usado enquanto não podem ser observadas fases definidas ou claras de depressão, mania, etc. Mas também há adultos que sofrem de TAB SOE, ressaltemos.

Seja como for, chegando à vida adulta, as fases menos claras do adolescente costumam dar lugar a fases mais definidas, e a sintomatologia mista costuma “abrir-se” em fases de mania e de depressão, por exemplo. Mas ainda não há estudos longos, de muitos anos, acompanhado bipolares adolescentes. Não se sabe ao certo, sequer, se é a mesma enfermidade em adultos e em crianças e adolescentes.

Geralmente o transtorno bipolar, na adolescência, começa entre 13 e 17 anos. A primeira fase de mania costuma vir entre 18 e 25, mas pode vir antes.

De modo geral, também em adultos, o transtorno bipolar começa com uma fase de depressão ou há algum evento traumático que o antecede, como o fim de um casamento ou um acidente grave. Mas lembre-se de que nem todas as pessoas se traumatizam com os mesmos eventos.


Leia mais
Como identificar um bipolar?
Como identificar um bipolar do tipo II?
Como identificar um ciclotímico?
Como identificar um bipolar do tipo misto?
Como identificar alguém que sofre de TAB SOE?
Como identificar um criança bipolar?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Como identificar uma criança bipolar?

Nas últimas 5 postagens da série, falamos, sobretudo, de bipolares adultos. Você já sabe que aquilo que é típico em adultos, é atípico em crianças e a adolescentes.

Mas também há diferenças entre crianças e adolescentes bipolares.

De modo geral, em adultos, vemos fases definidas ou claras, que fazem contraste com os períodos de vida normal. As fases em adultos, geralmente, apresentam um número mínimo de sintomas exigidos pelo CID-10 e duram, também, o tempo mínimo exigido. Estamos falando das fases de depressão, mania e hipomania que caracterizam o transtorno bipolar do tipo I ou II.

Embora as fases mistas também caracterizem um transtorno bipolar do tipo I, elas são atípicas em adultos e estão associadas a um a agravamento da enfermidade, geralmente depois de um bom período em que os sintomas se manifestaram sem que fossem tratados. Ainda assim, as fases mistas podem ser as primeiras a aparecer em adultos.

Numa criança, é típica a sintomatologia mista, isto é, sintomas de depressão e de mania que acontecem ao mesmo tempo ou que se alternam rapidamente. (Lembre-se do que você já leu sobre fases mistas estáveis e instáveis.) Mas uma criança também pode ter um “episódio maníaco”, por exemplo. As fases mistas, não sendo vistas como ciclagem ultradiana, podem durar anos.

Embora não haja uma boa diferença entre ciclagem ultradiana e fases mistas instáveis, a ciclagem ultradiana também é típica de crianças. Nela, há fases de depressão que duram poucas horas e fases de euforia que também duram poucas horas, e elas se alternam várias vezes ao longo dia, pelo menos 4 vezes. Na ciclagem ultradiana, note bem, as variações de humor constituem fases distintas e, não, uma única fase mista.

Numa criança, é mais comum o humor irritado que o humor eufórico.

Para sermos mais práticos, uma criança bipolar típica apresenta sintomas de depressão e de euforia na maior parte do tempo, e esses sintomas, salvo pelo que foi dito acima, se manifestam de modo igual ou semelhante àqueles que vemos nas fases mistas estáveis ou instáveis já descritas quando falamos de bipolares mistos. Há antes irritação que euforia nos períodos de humor elevado ou humor misto. E os sintomas geralmente se manifestam sem que possamos definir ou delimitar o início ou fim das fases claramente. Não há ou não chega a haver aquela ideia de ciclos mais longos e mais definidos, que é típica de bipolares adultos.

Pode haver hipomania em vez de mania.

Crianças constantemente mal-humoradas ou irritadiças deveriam ser melhor observadas.


Leia mais
Como identificar um bipolar?
Como identificar um bipolar do tipo II?
Como identificar um ciclotímico?
Como identificar um bipolar do tipo misto?
Como identificar alguém que sofre de TAB SOE?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Como identificar alguém que sofre de TAB SOE?

Já falamos em postagens anteriores sobre bipolares do tipo I e II, isto é, já falamos sobre fases de depressão, mania, hipomania e fases mistas.

Mas nem sempre essas fases são especificadas, claras ou definidas. No "transtorno bipolar SOE", as fases não apresentam o número mínimo de sintomas exigidos ou, apresentando-os, não duram o tempo mínimo exigido.

Uma fase de mania pode durar menos de uma semana, de modo que não poderia ser classificada como um “episódio de mania”. Porque o tempo mínimo exigido, para tal episódio, é de uma semana. Como a única diferença entre mania e hipomania não é a duração, tampouco poderíamos dizer que houve um “episódio de hipomania”.

Na hipomania, por exemplo, não há delírio ou alucinação. Sendo assim, uma elevação do humor acentuada, com a presença de delírio ou alucinação, não poderia caracterizar a hipomania, mesmo que durasse 4 dias.

O mesmo acontece com as fases de depressão e as fases mistas.

O transtorno bipolar SOE é mais comum em adolescentes que em adultos. A maioria dos adolescentes se encontra dentro do espectro bipolar, isto é, sofre de transtorno bipolar SOE ou ciclotimia.

Tenha em mente, agora, que tudo o que foi dito nas 5 primeiras postagens desta série se refere especialmente a bipolares adultos. No transtorno bipolar na infância e adolescência (TAB-IA), tudo pode ser muito diferente. O que é típico em bipolares adultos costuma ser atípico em crianças e adolescentes.

No TAB-IA, sintomatologia mista e ciclos rápidos são típicos. Em crianças, entretanto, não observamos ciclos (fases longas, bem definidas, que se alternam). Em adolescentes, já podemos observar esses ciclos, ainda que geralmente não sejam bem definidos e costumem apresentar sintomatologia mista.

Os adolescentes bipolares que chegam à idade adulta costumam apresentar fases mais definidas ou claras, e a sintomatologia mista não raro dá lugar a fases definidas de depressão e de mania.




Leia mais
Como identificar um bipolar?
Como identificar um bipolar do tipo II?
Como identificar um bipolar um ciclotímico?
Como identificar um bipolar do tipo misto?
Qual é a diferença entre bipolar e borderline?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Transtorno Bipolar: Onde está Wally?

Se há 14 milhões de bipolares apenas no Brasil, onde eles estão? Certamente, estão mais próximos do que imaginamos ou podemos perceber...

14 milhões é mais que a população de vários países vizinhos, como Uruguai, Paraguai ou Bolívia; é mais que a população de alguns países europeus, como Bélgica, Portugal ou Suécia. É o que poderíamos chamar de “Nação Bipolar” e ela vive em território nacional, dentro de nossas fronteiras...

Sendo assim, onde estão os bipolares, que não os vemos?

Para que falemos em 14 milhões, temos que levar em conta o Espectro Bipolar, isto é, também devemos considerar as formas mais brandas ou sutis do transtorno. Já não estamos falando exclusivamente de bipolares do tipo I ou II.

Obviamente, os bipolares do tipo I são mais fáceis de identificar que os do tipo II ou aqueles que sofrem de episódios inespecificados. Uma fase de mania durará pelo menos uma semana e nos mostrará a euforia em todo o seu esplendor, por assim dizer, especialmente se vier acompanhada de delírio ou alucinação. Uma fase depressiva, que culmine numa tentativa de suicídio, tampouco passaria tão despercebida...

Mas os bipolares do tipo I não representam mais que 1% ou 2% da população, isto é, 2 ou 4 milhões de brasileiros. Em outras palavras, os casos mais graves são minoria. Provavelmente você não conhecerá mais que um bipolar clássico ou do tipo I se você tiver pelo menos 100 amigos e os conhecer bem, muitíssimo bem, para que talvez note algo... Ainda assim, por que mesmo os casos mais graves não são tão rapidamente identificados? Não poderíamos sequer dizer que a medicação anulava os sintomas, já que, em média, os bipolares apresentam sintomas por uma década ou quase, até que recebam o diagnóstico correto e comecem a ser medicados adequadamente.

Sem o diagnóstico correto, não há o tratamento adequado.

Durante 7,5 ou 10 anos em média, amigos, familiares e até alguns profissionais da área veem um bipolar, mas não o enxergam. Wally está bem à frente, mas ninguém encontra Wally... Maridos não percebem que suas esposas são bipolares e convivem com elas diariamente. Alguns profissionais da área diagnosticam o bipolar com depressão monopolar ou outras doenças, mas não com transtorno bipolar...


Como identificar um bipolar?

Comecemos com um bipolar do tipo I, mas aquele que passa necessariamente por fases de mania e de depressão e períodos de vida normal.

Imagine que alguém experimente: 1) uma fase de humor elevado que dure pelo menos uma semana, podendo durar meses; 2) uma fase de humor deprimido que dure ao menos duas semanas, podendo durar vários meses; e 3) um período de vida normal entre essas fases, isto é, um período em que o humor não esteja elevado ou deprimido.

Basta que 1 e 2 aconteçam uma única vez, mesmo que entre 1 e 2 haja um período de vida normal de muitos anos, para caracterizar um transtorno bipolar. Mas quem notaria essas fases? Quem, percebendo-as, não buscaria justificativas para elas, como o fim de um casamento ou uma promoção no emprego? Quem ligaria uma à outra, especialmente se houvesse um bom intervalo de meses ou anos entre elas?

Além do mais, o humor elevado ou deprimido precisa de uma referência para que seja melhor apreciado. Os períodos de vida normal entre uma fase e outra são uma boa referência. O período de vida anterior ao aparecimento dos primeiros sintomas é ainda melhor, porque entre uma fase e outra pode haver alguns sintomas leves ou flutuantes.

Mas o que significa “humor elevado”? Vejamos um bom exemplo prático. Imagine uma garota tímida, medrosa ou que nunca se excede com homens ou bebida. Não seria estranho se ela começasse a ser muito desinibida, “corajosa” ou atrevida em situações em que, antes, não agia assim? Tampouco não seria estranho se este comportamento durasse uma semana ou mais, acabando depois? Provavelmente você encontraria justificativas corriqueiras para esse comportamento dela, mas realmente haveria essas justificativas? Como eu disse, ao “avaliar” alguém procure se lembrar de seus períodos de “humor elevado”, que talvez estejam afastados, no tempo, de seus períodos de “humor deprimido”.

Tenha em mente, além do mais, que “humor elevado” pode envolver não só bom-humor exagerado e excesso de energia, mas também irritação, dificuldade de concentração, distração fácil com o que acontece em volta, etc.

Mas como identificar o “humor deprimido” nessa garota tímida, medrosa, que nunca se excede? Como eu disse, leve em conta períodos de “vida normal” para que você tenha um ponto de referência. Ser tímida, para uma garota tímida, é normal. Fugir disso para muito mais ou para muito menos, durante um período considerável de tempo e depois voltar “ao normal”, já seria digno de nota. Por que o humor elevado ou deprimido duraria semanas ou meses, manifestando-se todos os dias ou quase, na maior parte do tempo, sumindo depois?

No humor deprimido, não procure apenas tristeza, mas também isolamento social; ideias relacionadas à morte, não necessariamente suicídio; ansiedade; sintomas físicos, como dores ou doenças, dos quais a pessoa observada não se queixava antes; etc.

Tanto no humor elevado como no deprimido, procure observar alterações no apetite, no sono. Pergunte-se o que muda na vida afetiva, social e sexual dessa pessoa quando você nota o humor elevado e o humor deprimido. A autoestima aumenta? Diminui?

Se identificarmos esses três períodos (de “humor elevado”, de “humor deprimido” e de “vida normal”), poderíamos nos perguntar sobre um diagnóstico de transtorno bipolar. Mesmo assim, ainda haveria muito para levar em conta. Duração e intensidade das fases, consequências na vida do paciente, ausência de certas outras enfermidades, etc. são pontos chave para dizermos se essas alterações de humor podem ser transtorno bipolar ou não. Porque nem toda variação de humor é enfermidade, e nem toda enfermidade caracterizada por variações de humor é transtorno bipolar.

Ainda assim, entre uma fase e outra, não há necessariamente períodos de vida normal. Para não falar de bipolares do tipo I que só experimentam fases de euforia. Neste último caso, já não veríamos períodos de humor deprimido. Nem todos os bipolares passam por crises de depressão.

Para terminar, devo ressaltar que neste exemplo estivemos falando de “humor elevado” ou “euforia” como sendo, necessariamente, uma fase de mania, para que este exemplo de bipolar fosse o mais fácil possível de identificar.

Ainda assim, mesmo escolhendo um exemplo mais “fácil”, devemos lembrar que as comorbidades não são nenhuma raridade no transtorno bipolar, e a realidade costuma ser bem mais complexa que este exemplo simples.

As comorbidades, para entendermos isto melhor, são doenças que aparecem ao mesmo tempo que outras, sem que um diagnóstico exclua o outro. Daí que, se um bipolar também sofre de TDAH, sobram poucos sintomas que só dizem respeito ao transtorno bipolar propriamente. Porque muitos sintomas de ambas as doenças são iguais. Em outras palavras, não seria impossível “enxergarmos” só o TDAH ao olharmos “distraidamente” para um bipolar que tivesse o TDAH como comorbidade.

No caso de bipolares do tipo II (agora estamos falando de fases de hipomania e de depressão), os períodos de “humor elevado” seriam menos notáveis, menos “visíveis”. E nem começamos a falar de TAB SOE, aquele em que os episódios são inespecificados, isto é, não se manifestam tão claramente, seja com respeito à duração, seja com respeito à presença de todos os sintomas.

Ainda que nem todas as variações de humor caracterizem uma doença, há variações de humor sutis capazes de caracterizar o transtorno bipolar ou outra enfermidade.


Como se alternam as fases de depressão e de euforia?

As fases de depressão e de euforia não se alternam, ou nem sempre se alteram, tão regularmente como muitos pensam. Você já sabe que os bipolares podem ter períodos de vida normal entre uma fase e outra. Um bipolar pode passar por uma fase de depressão, depois por outra, até que passe por uma de euforia, havendo ou nem sempre havendo períodos de vida normal entre fases diferentes.

Veja como um bipolar do tipo I pode passar pelas fases de mania e de depressão:
Fase de depressão à período de vida normal à fase de mania à período de vida normal à fase de mania

Outro exemplo:
Fase de depressão à fase de mania à período de vida normal

Mais um exemplo, levando em conta apenas fases de mania:

Fase de mania à período de vida normal à fase de mania


TAB-IA

Agora, o que dizer do transtorno bipolar na infância e na adolescência?

Na infância, não há os ciclos que há no TAB adulto; e o transtorno bipolar na adolescência costuma ser um meio-termo entre TAB na infância e TAB adulto. É mais comum que adolescentes tenham episódios inespecificados (de que já falamos acima) e sintomatologia mista (sintomas de euforia e de depressão que se manifestam ao mesmo tempo ou se alternam de determinado modo).

Ainda assim, há ou parece haver uma mudança nos sintomas de bipolares adolescentes que chegam à idade adulta. Essa mudança, grosso modo ou mal comparando, parece ser o “caminho inverso” do que vemos em bipolares adultos quando o TAB se agrava e tende a episódios mistos e a ciclos rápidos.


Os sintomas não são sempre os mesmos?

Talvez aqui tenhamos chegado ao ponto mais importante. Os sintomas do transtorno bipolar podem mudar muito, mesmo que estejamos falando do mesmo indivíduo. Um bipolar do tipo II pode vir a receber o diagnóstico de “bipolar do tipo I” a qualquer momento, desde que venha a ter uma crise maníaca ou mista.

Um bipolar do tipo I, que sofre com crises de mania e de depressão, também pode passar por uma fase mista a qualquer momento. Já não estaríamos falando apenas de fases de depressão e de mania, mesmo que continuássemos falando do tipo I...

Igualmente, um bipolar que sofre de episódios inespecificados pode passar por episódios especificados a qualquer momento, de modo que deixaríamos de falar de TAB-SOE e passaríamos a falar de TAB I ou II.

O diagnóstico de ciclotimia também pode vir a ser substituído pelo de TAB.

O transtorno bipolar pode variar bastante, de uma hora para outra, ainda que estejamos falando do mesmo paciente. Os sintomas podem mudar. As fases podem mudar. Os ciclos podem mudar. O diagnóstico pode mudar. Tudo pode mudar, ainda que estejamos falando da mesmíssima doença e do mesmíssimo paciente. Um camaleão seria visto mais facilmente...

Sendo assim, onde está Wally? Há milhões deles por aí, quase invisíveis, mas identificáveis... Em outras palavras, por que os bipolares da vida real não são como imaginamos? Entretanto, se não os imaginamos corretamente, quem nos deu essa visão equivocada dos bipolares?


Leia mais
Qual a diferença entre bipolar e borderline?
O futuro da palavra bipolar
Um bipolar e sua razão para lutar
O que alguns bipolares famosos já disseram - Janis Joplin

sábado, 7 de janeiro de 2012

Marta #1

Sinceramente eu não faço ideia de como começar essa resenha... Simplesmente porque eu não tenho palavras para definir o livro, eu não encontro palavras pra expressar dignamente o que o livro realmente é! Mas vou tentar mesmo assim... Desculpe Breno e todos os leitores se eu não conseguir...
Marta é uma adolescente como muitas outras espalhadas pelo mundo. Vive em uma pequena cidade da Argentina, está passando por uma fase importante da vida, que é partir para a cidade grande morar sozinha ou melhor, com as duas melhores amigas pra fazer faculdade... E é claro, tentando viver um grande amor...
Qual a diferença de Marta para as outras personagens que conhecemos em vários livros? Marta é bipolar, mas não sabe disso...

Desde que firmei a parceria com o Breno Melo já sabia qual era a proposta do livro, pois já tinha lido uma resenha dele no Felizvros da @maripmelo...
O Breno se propôs a um feito inédito na literatura leiga, que é apresentar um romance com enfoque no Transtorno Bipolar (TAB-IA)... No próprio site do autor ele divulga o prefácio da obra, onde ele indica quais as possíveis leituras do livro...

A história de Marta é simples e cativante... É muito fácil se identificar com ela e com seus sentimentos por mais confusos que sejam...
O livro já começa em um momento muito forte (que eu não vou contar, sou totalmente contra spoilers), que parece ser muito marcante pra Marta, e o seria pra qualquer um que passasse pelo que ela passou...
Logo somos apresentados a João, o objeto do amor de Marta e ás suas amigas, que sempre estarão presentes.

Se você já está pensando "Mas nossa, isso deve ser uma leitura complicada e aflitiva já que trata de Transtorno Bipolar" está redondamente enganado(a)... Lembre-se que a personagem não foi diagnosticada ainda, e em nenhum momento a 'bipolaridade' é martelada na nossa cabeça e nem nos deixa aflitos... Também esqueça o ar de Documentário do Discovery Channel ! Marta nos mostra não o Transtorno Bipolar, mas sim a pessoa por trás dele, pois quem nunca teve o menor contato com o TAB estigmatiza muito quem é bipolar e com "Marta" é muito fácil enxergar a adolescente que não quer nada além do que todos querem: Ser Feliz...

Durante toda a narrativa vemos o sofrimento que Marta passa por causa de João, sabemos que eles estiveram juntos, não estão mais mas somente no final é que sabemos o por quê dessa separação e a razão disso ter machucado tanto Marta...
Em meio a tudo isso temos as amigas de Marta, a família dela e outras surpresas pelo caminho... Como Vasco, por exemplo, o primo de Marta por quem eu realmente torcia, eu nunca gostei muito do João, humpf....

No final das contas tenho certeza que você vai se identificar e se emocionar com Marta como eu...

Quanto a escrita, o livro é muito bem escrito, em alguns pontos exige um pouco de bagagem literária, mas se você não a tem não creio que isso atrapalhe a leitura... Senti uns traços machadianos na forma de escrever de Breno, e amei! E não, não é pesado como Machado, pelo contrário, a leitura é bem fluida apesar de toda a carga emocional...

Simplesmente indefinível!

Bem, sei que minha resenha nem chegou perto do que o livro merece, mas se tentasse além disso ia ter que contar a história, nananinanão...
Super recomendo! E recomendo também que dê uma passada no site do autor, você vai aprender muito com ele!

Laiara Martins

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Resenha: Marta - Breno Melo

Saiu mais um resenha bem bacana do romance "Marta", escrita pela Andressa Tomaz, que mantém no ar o Abrigo Literário. Lá você descobre mais um pouco sobre o romance. Ficou curioso? CLIQUE AQUI para acessar a resenha e divirta-se!

domingo, 6 de novembro de 2011

Bate-Papo Sobre Transtorno Bipolar, com o Dr. Joseph Biederman

Leia este texto no original inglês e na íntrega, em seu site de origem, clicando aqui.

 

 
Bate-Papo Sobre Transtorno Bipolar, com o Dr. Joseph Biederman
 

(...)

 

Nanci - The Balanced Mind Foundation
Bem-vindo, Dr. Biederman. Estamos felizes de tê-lo conosco — nós temos a casa cheia esta tarde!

 

Dr. Joseph Biederman
Fico feliz de ouvir isso.

 

Nanci - The Balanced Mind Foundation
Você gostaria de começar com as perguntas ou você teria algo a dizer antes?


 

Dr. Joseph Biederman
Comecemos com as perguntas.

 

Nanci - The Balanced Mind Foundation
Ótimo, eis o primeiro.

 

Janet
Há quaisquer dados sobre adultos que foram diagnosticados com TAB-IA? Eles acabam se assemelhando a bipolares que só manifestaram o transtorno na vida adulta?


 

Dr. Joseph Biederman
Estima-se que ao menos 60% dos adultos começam com a doença quando ainda são crianças e adolescentes. Os estudos de acompanhamento serão os mais exatos para responder sua pergunta.

 

batgirl
Dr. Biederman, se o humor ainda não está estabilizado, o que se pode fazer se a criança tem uma grande déficit de atenção?

 

Dr. Joseph Biederman
Muito frequentemente, crianças com transtorno bipolar têm TDAH como comorbidade. Se o humor é estabilizado e os sintomas de TDAH persistem, uma cuidadosa intervenção medicamentosa para TDAH já pode ser levada em consideração.


 

Megan
O número de pessoas diagnosticadas com TAB não seria maior que o número real de bipolares? Como nós, pais, sabemos se o diagnóstico está correto?


 

Dr. Joseph Biederman
Você precisa consultar um médico de sua confiança.


 

batgirl
Dr. Biederman, há bons resultados com "biofeedback" [técnica para manter alguém sob controle] e crianças bipolares?


 

Dr. Joseph Biederman
Não.

 

Megan
Pode-se separar o fator hormonal, que pode levar os adolescentes a grandes mudanças, dos sintomas do transtorno bipolar?

 

Dr. Joseph Biederman
Todos os adolescentes têm alterações hormonais. Os sintomas do TAB são um time que joga num campeonato totalmente diferente.


 

Nanci - The Balanced Mind Foundation
Você pode falar sobre isto um pouco, Dr. Biederman, sobre o tanto quanto nós podemos distinguir entre comportamento "normal" de um adolescente — humor, irritabilidade, etc. — e sintomas de TAB?


 

Dr. Joseph Biederman
[Podemos distingui-los] pela magnitude, gravidade e persistência do humor anormal.


 

micki
Com qual combinação de drogas você tem tido sucesso ao estabilizar o humor irritado nas fases de mania em adolescentes mais jovens?


 

Dr. Joseph Biederman
Não há nenhuma combinação eficiente. Medicamentos são combinados para tratar diferentes problemas clínicos que afligem os pacientes individualmente.

 

Jackie ~ WI aka mom2one
Dr. Biederman, sob quais circunstâncias você sugeriria usar um realçador cognitivo?


 

Dr. Joseph Biederman
O uso de realçadores cognitivos por enquanto é experimental e é usado para tentar melhorar déficits da função executiva. Sua eficácia e riscos são desconhecidos.


 

juliefarmer
Quais terapias não-medicamentosas você acha eficientes?

 

Dr. Joseph Biederman
A abordagem cognitivo-comportamental.


 

Nanci - The Balanced Mind Foundation
O que você pensa sobre outras intervenções tal como ácidos graxos ômega 3, cromoterapia ou mudanças na dieta?

 

Dr. Joseph Biederman
Em nossas pesquisas, ácidos graxos ômega 3 são tão parcialmente eficientes como o Risperdal.


 

Nanci - The Balanced Mind Foundation
Você fez alguma experiência com cromoterapia?


 

Dr. Joseph Biederman
Não.


 

kathy
A partir de que idade uma criança realmente pode ser diagnosticada com transtorno bipolar?


 

Dr. Joseph Biederman
Depende do especialista ao diagnosticar. Embora crianças em idade pré-escolar representem a minoria de nossos casos pesquisados, nós diagnosticamos TAB em pré-escolares.

 

ciao_bella
Qual é a opinião do bipolar ao ser visto dentro do espectro bipolar? Você concorda ou discorda desta perspectiva e por quê?

 

Dr. Joseph Biederman
Embora reservemos o diagnóstico de transtorno bipolar para os casos mais severos, o transtorno bipolar, à semelhança de todos os distúrbios psiquiátricos, acontece dentro de um espectro.




Jodi
Até onde vai a eficiência do Clozaril no tratamento de adolescentes bipolares com mania refratária?

 

Dr. Joseph Biederman
O Clozaril faz parte da classe dos neurolépticos atípicos, e neurolépticos atípicos têm se mostrado eficientes ao tratar a mania.

 

micki
O que você recomenda para lidar com o horrível ganho de peso e desejos associados a muitos medicamentos — ou nós não temos alternativas senão essas ao tentar estabilizar o humor de nossas crianças?

 

Dr. Joseph Biederman
Infelizmente, o ganho de peso continua a ser um sério problema, sem soluções fáceis. Já que nem todos os medicamentos acarretam o mesmo ganho de peso, uma abordagem é considerar alternativas de tratamento que acarretem menos ganho de peso.


 

micki
Segundo sua experiência, a função cognitiva em crianças volta ao estado pré-mórbido — uma vez que elas sejam estabalizadas suficientemente?

 

Dr. Joseph Biederman
No que diz respeito à maioria delas, é o que deveria acontecer.

 

Petra
Meu filho tem estado estável por bastante tempo, mas ainda é agressivo e desobediente mesmo em seus dias bons. Isto é normal ou precisamos fazer ajustes em sua medicação?

 

Dr. Joseph Biederman
É possível que a medicação não esteja dosada adequadamente.

 

Cheri
Com qual frequência o TAB é diagnosticado equivocadamente como TDAH? O TDAH tem sintomas sexuais como o TAB?


 

Dr. Joseph Biederman
Não há sintomas de humor ou sexuais na descrição de sintomas do TDAH.



Omom
Eu li à beça sobre dietas livres de glúten, dietas livres de trigo e dietas livres de laticínios e seu impacto sobre o TAB. Você pode comentar sobre a eficiência ou o papel delas em um tratamento?

 

Dr. Joseph Biederman
Não há relação documentada [dessas dietas] com o transtorno bipolar.




ciao_bella
Eu estou interessado no que você sabe sobre distúrbios do sono, especialmente no que diz respeito a um adolescente. Os adolescentes gostam de ficar acordados até altas horas. Como isto pode ser distinguido dos distúrbios do sono que vemos no transtorno bipolar?


 

Dr. Joseph Biederman
A mania associada à insônia é um problema muito diferente da tendência dos adolescentes normais a ficar acordados até tarde.


 

momx3
Dr. Biederman, você acha possível para uma criança ou adulto com transtorno bipolar passar longos períodos de tempo sem medicação e, ainda assim, ficar livre de recaídas?

 

Dr. Joseph Biederman
Geralmente, não é possível. Tudo depende do paciente e do tipo de problemas que afligem a ele ou a ela.




bmeyers
Recentemente, nossa filha teve um aumento de seus pensamentos obsessivos e fala repetitiva. Ela ficou fissurada em desenhos sobre violência, endereçados à sua professora na escola, repetindo o mesmo pensamento off-topic. Isto é comum entre os sintomas do TAB ou tem mais a ver com o transtorno obsessivo-compulsivo?


 

Dr. Joseph Biederman
TAB e TOC podem ocorrer ao mesmo tempo. Eu não sei exatamente o que está afligindo sua filha.


 

joan
Eu sou voluntário no quadro de palestrantes/prestadores de informação da Fundação The Balanced Mind. A pergunta que eu ouço muito é "Por que acordos especiais deveriam ser feitos na escola para coisas como falta às aulas e trabalhos escolares não realizados?" A resposta que dou é que o estresse causa em nossas crianças uma paralisação [impede que elas exerçam suas atividades habituais]. Você tem uma resposta melhor, que eu possa dar?

 

Dr. Joseph Biederman
Não há uma simpes resposta para sua pergunta. Uma criança que é psiquiatricamente doente e incapaz de satisfazer as exigências da escola pode precisar de um atestado do médico que a trata, comprovando sua condição. Os responsáveis pelo regulamento de algumas escolas estão dispostos a diminuir a carga acadêmica de crianças instáveis para facilitar a volta dela aos bancos escolares.

 

mom
Você já diagnosticou uma criança com transtorno bipolar, quando não havia nenhuma outra pessoa na família dela com a doença?


 

Dr. Joseph Biederman
Certamente. O histórico familiar não é pré-requisito para o diagnóstico.




simplysan67
Que tipo de terapia/intervenções você recomendaria para adolescentes promíscuos com transtorno bipolar? Esta tem sido uma preocupação constante nos grupos de apoio a pais de adolescentes, na Fundação The Balanced Mind.

 

Dr. Joseph Biederman
Hiersexualidade é comumente parte do quadro clínico. Não há um único tratamento para este problema. Espera-se que, com a estabilização clínica, este problema melhore também. Programas residenciais [nas residências] poderiam oferecer contenção [da hipersexualidade] em alguns casos.

 

teddyone
Se o hipotireoidismo é causado pelo uso do lítio e se, nesse caso, o lítío é suspenso e atireoide ainda se mostra na ativa, a tireoide poderia ser uma causa do distúrbio de humor em vez de ser o TAB?

 

Dr. Joseph Biederman
Problemas da tireoide associados ao lítio são comuns e tratáveis; eles deveriam desaparecer com a suspensão do lítio.



sue01
Há uma relação entre epilepsia infantil e TAB na infância?


 

Dr. Joseph Biederman
Não.



Pam
Sei que a função executiva do cérebro não está totalmente desenvolvida até o começo da idade adulta; mas, quando crianças com transtorno bipolar têm déficits, isso quer dizer que seus cérebros não se desenvolverão como os das outras crianças ou isto depende da gravidade do déficit?


 

Dr. Joseph Biederman
Os déficits da função executiva são déficits e, não, aspectos do desenvolvimento do cérebro.




kathy
Meu filho de 3 anos é uma ameaça para os outros e para si mesmo. De que maneira eu, como pai, sei quando a hospitalização é necessária?


 

Dr. Joseph Biederman
Periculosidade é um bom critério.




Omom
O lítio e o Depakote — por que um deles teria preferência sobre qualquer outro? Eles são muito parecidos ou bastante diferentes para o que eles tratam?


 

Dr. Joseph Biederman
Ambos são estabilizadores de humor.




tulip
Todas as crianças com TAB têm períodos de intensa raiva?


 

Dr. Joseph Biederman
Não.




batgirl
Há uma medicação específica para TDAH que possa causar um menor número de dificuldades para crianças cujo humor ainda não foi estabilizado?


 

Dr. Joseph Biederman
Não; todas são potencialmente desestabilizantes.



Jay
É um significativo declínio cognitivo tipicamente associado ao TAB, por exemplo, [um declínio equivalente a] 5 séries no ensino? O que dizer de uma regressão na maturidade?

 

Dr. Joseph Biederman
De fato, não é.



tulip
Pode-se discutir os mais recentes resultados de pesquisas usando a neuroimagem no transtorno bipolar?


 

Dr. Joseph Biederman
Não numa sala de bate-papo virtual.




Nanci - The Balanced Mind Foundation
Você poderia falar sobre o papel da neuroimagem como uma ferramenta de diagnóstico? Esta dúvida frequentemente surge em nossos membros [ao falar] sobre os méritos ou limitações da tomografia computadorizada, ressonância magnética e "SPECT scans".

 

Dr. Joseph Biederman
A tecnologia de neuroimagem é uma pesquisa e NÃO UMA FERRAMENTA DE DIAGNÓSTICO!!!

 

Nanci - The Balanced Mind Foundation
Você pode comentar sobre qual papel esta tecnologia tem no mundo da pesquisa [científica]?


 

Dr. Joseph Biederman
Nos estudos com base em pesquisas, analisamos os dados de um grupo determinado de pessoas e, não, as descobertas feitas a partir de um único indivíduo; não é como um raio X do tórax que pode ajudar com o diagnóstico clínico à nível individual.




simplysan67
Que tipo de pesquisa sobre transtorno bipolar você gostaria de ver realizada a seguir, ou o que mereceria a atenção de novas pesquisas? Há alguma focada primordialmente em terapia ou tratamentos alternativos?


 

Dr. Joseph Biederman
Genética e neuroimagem; acompanhamento longitudinal e estudos do tratamento.




Megan
A que você atribui a "popularidade" dos diagnósticos de TAB? É que a informação cresceu junto à população? Onde já se viu antes crianças bipolares?


 

Dr. Joseph Biederman
Em minha opinião, é principalmente devido ao número crescente de textos científicos sobre o assunto.




Mitzi
O que você recomenda para o tratamento da depressão bipolar? Com "SSRI's", corre-se o risco de agravar o TAB e desencadear a mania. O lítio em baixas doses é uma opção? Ou, em vez disso, o que você recomenda?

 

Dr. Joseph Biederman
Os antidepressivos são potencialmente desestabilizantes e deveriam ser usados com grande cautela.



Nanci - The Balanced Mind Foundation
Você tem tempo para mais uma pergunta?


 

Dr. Joseph Biederman
OK.


 

Omom
Para pais que têm crianças recém-diagnosticadas com TAB, você poderia recomendar alguns livros para ajudá-los a lidar com isto, especialmente livros com dicas sobre como agir diante do comportamento bipolar em vez de apenas informações sobre medicamentos?

 

Dr. Joseph Biederman
O Dr. Wozniak acaba de publicar um livro para pais; há vários outros também. (Nota do editor: O Dr. Biederman refere-se a "Is Your Child Bipolar? The Definitive Resource on How to Identify, Treat, and Thrive with a Bipolar Child" de Mary Ann McDonnell and Janet Wozniak, MD.)


 

Nanci - The Balanced Mind Foundation
Eu gostaria de agradecer ao Dr. Biederman por compartilhar do seu tempo e conhecimento especializado. Abrangemos um larga gama de tópicos. Ficamos deleitados por você ter podido estar conosco esta tarde e agradecemos a você por todo o seu trabalho de apoio a crianças bipolares e a nossos familiares.

 

Dr. Joseph Biederman
O prazer foi meu.

 

________

Tradução de Breno Melo, publicada originalmente em outro blog.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Perguntas frequentes sobre Marta

Importante: Só leia este artigo se você já tiver lido o romance. A primeira metade do texto abaixo contém informações-chave para entender o transtorno bipolar da protagonista.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Bate-Papo Sobre Transtorno Bipolar, com o Dr. Joseph Biederman

Traduzi uma entrevista com Biederman (leia-se TAB-IA). Para lê-la no blog Bipolar Brasil, clique aqui.

As perguntas foram feitas por diversas pessoas e respondidas, nem sempre pacientemente, por Biederman. Algumas perguntas envolvem TDAH, TOC e outros temas.

Eis aí uma ótima oportunidade para quem se sente mais à vontade com textos em português.

 
Leia mais
O que os leigos deveriam saber sobre bipolares (no BB)
O lado bipolar do rock (no BB)
Depressão e Transtorno Bipolar num mundo de aparências (no BB)