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sábado, 28 de janeiro de 2012

Marta #4

“Talvez de fato a felicidade seja o que as pessoas normais podem ter de mais parecido com a loucura, porque, quanto mais felizes, mais loucas elas parecem. (...) Talvez os loucos sejam mais felizes do que pensamos, e nós mais tristes do que eles parecem ser”.
Após várias doses de álcool, Marta tem sua primeira vez com um cara que nem sabe o nome.
Ela é bipolar e ama João, um rapaz que fora seu namorado anos antes. Um dia, João dá um papel a Marta com seu novo telefone. Os dois marcam um encontro, mas no último segundo João liga para ela, desmarcando-o. Então Marta e suas amigas: Naila e Sílvia vão numa casa noturna e lá encontram João com outra garota. O romance de Marta e João continua com seus altos e baixos, até que ela adoece, tranca a faculdade de jornalismo e volta para a casa de seus pais em La Falda. Lá o pai e a mãe da menina, a fim de acabarem com o sofrimento dela por conta deste amor não correspondente, chamam Vasco, seu primo, apaixonado por Marta, para tentarem se relacionar.
Os dois tem um caso, mas ela ainda não esqueceu João.
Eles marcaram um encontro numa colina que foram uma vez, mas naquele dia, havia caído muita neve. Marta sai de casa, com febre altíssima e confunde o caminho. Então, uma coisa surpreendente acontece.

Um livro maravilhoso! O final é maravilhoso e em momento algum pensamos que aquilo aconteceria. Quando terminei de lê-lo pensei: "Puxa! Isso deveria virar filme!" O livro é narrado com tamanha intensidade que nos faz prender a respiração! Muito, muito bonito. E o melhor: é de um autor brasileiro! ;)


Amanda Cristina

sábado, 21 de janeiro de 2012

Marta #3

Marta não é um romance qualquer. A sinopse talvez pareça um tanto clichê para muitos, mas ao longo da leitura percebe-se que se trata de algo um pouco diferente.

Vamos conhecendo Marta ao longo do livro e cada vez mais sabendo de toda sua história. Está agora cursando a faculdade, no primeiro ano de Jornalismo e muda-se de cidade, mas deixa seu coração nas mãos de um ex-colega da antiga escola, na cidade de La Falda, João.

Trata-se de um amor puro e verdadeiro, que no decorrer do livro vamos entendendo melhor. Seu amor por João não tem medidas, e cada vez mais, estando longe ou perto, se sente mais apaixonada: o que ela só quer, na verdade, é fazer parte de uma bonita história de amor, mas infelizmente não parece ser correspondida.

‘’Mas parece que fugir de João ou tentar esquecê-lo não o tirou da minha mente, tampouco do meu coração, e esse amor já me dói mais e mais. ’’ – pág. 75

O livro é narrado em terceira pessoa por um psiquiatra que estudou o caso da garota e agora quer relatá-lo, mas isso só se torna claro mais ao fim do livro, onde o mesmo fala um pouco sobre Psiquiatria. Mesmo assim, sempre entre uma parte e outra da história contam-se algumas curiosidades interessantes, como parte de Filosofia, mas sem o tornar monótono por isso e sim agradável.

Outro fato interessante do livro, é que toda sua história não se passa no Brasil, mas sim na Argentina, e em algumas partes do texto, são introduzidas algumas frases no idioma local do país. Com a tradução do lado, fica fácil para o leitor assimilar uma frase a outra, e conhecer, mesmo que pouco o tal idioma.

Existem diversos tipos de personalidades no livro: Martinha é uma garota bipolar, enquanto sua amiga Naila é bastante egocêntrica, Sílvia sempre proposta a ensinar e aconselhar e até a mãe de Marta, que ao final se revela protetora o bastante para não enxergar que a filha pretende se casar por amor e não por dinheiro ou falta de melhor opção.

Porém, certas vezes o livro se torna um pouco repetitivo, pelo fato da garota, principalmente no começo da história, sempre falar do amado da mesma maneira. Isso ocorre justamente devido a bipolaridade dela, mas não deixa de às vezes se tornar um pouco cansativo. Ao decorrer da mesma, muda-se um pouco isso, e diferente de outros romances que conheço, sua emoções são exemplificadas através de um poema ou outro.

O ponto mais alto da história é com certeza, seu final. Surpreendente, diferente e bonito, mostra que quando o amor é verdadeiro, tudo vale a pena por ele. E Martinha, acima de tudo, sempre quis sua felicidade ao lado de João. O fato da personagem também ter um problema de bipolaridade,ajuda a explicar o porquê dela ter tomado as atitudes que tomou, principalmente nessa parte.



Andressa  Tomaz

sábado, 14 de janeiro de 2012

Marta #2

Só tenho uma coisa pra dizer... me surpreendi, MUITO.

A história é sobre uma garota bipolar chamada Marta, e se passa na Argentina (mais precisamente em La Falda e Córdova). Ela estudava e morava em La Falda, sua cidade natal, até que foi morar em Córdova com suas duas melhores amigas, Sílvia e Naila, para fazer faculdade de jornalismo. Martinha tinha uma paixão desde a escola, João, só que ele a havia machucado muito, mas mesmo assim ela ainda o amava, e muito.

É um livro ótimo, fala sobre amor de uma forma diferente e também fala muito sobre filosofia. A história é narrada de uma forma que podemos entender tudo o que se passa com ela e com suas amigas, mostra as reviravoltas que ocorreram na vida de Marta. Cada coisa que acontece com ela, ela escreve em seu diário, mostrando como ela se sentiu em relação a isso, o que nos faz poder 'entrar' na história junto com ela.

O decorrer da história me surpreendeu bastante, as coisas que acontecem com a Marta, são coisas que você acha que não poderiam acontecer no decorrer da história. A única coisa que não gostei muito foi o final que foi dado a Marta, que eu achei que poderia ter sido diferente...

É um livro que vale a pena ler, para entender melhor sobre o amor, entre outras coisas.

"Que alguém espere apaixonado é a maior das torturas, ainda que possa sorrir a cada instante, a cada segundo, a cada hora, pedindo sempre que o carrasco do Tempo nunca deixe de agir... Eu esperaria João mil dias, mesmo que mal possa aguardar um segundo no estado em que me encontro. Ele deseja ver-me, disse em sua carta, e agora eu, como Miquelângelo,
Vivo da minha morte e, se não tardo,
Feliz eu vivo já, de infeliz sorte;
E quem viver não sab' de angústia e morte,
Ao fogo venha, onde eu me consumo e ardo." Página 202.

E vocês, já leram? Gostaram? Me contem!

Nathi F.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Marta #1

Sinceramente eu não faço ideia de como começar essa resenha... Simplesmente porque eu não tenho palavras para definir o livro, eu não encontro palavras pra expressar dignamente o que o livro realmente é! Mas vou tentar mesmo assim... Desculpe Breno e todos os leitores se eu não conseguir...
Marta é uma adolescente como muitas outras espalhadas pelo mundo. Vive em uma pequena cidade da Argentina, está passando por uma fase importante da vida, que é partir para a cidade grande morar sozinha ou melhor, com as duas melhores amigas pra fazer faculdade... E é claro, tentando viver um grande amor...
Qual a diferença de Marta para as outras personagens que conhecemos em vários livros? Marta é bipolar, mas não sabe disso...

Desde que firmei a parceria com o Breno Melo já sabia qual era a proposta do livro, pois já tinha lido uma resenha dele no Felizvros da @maripmelo...
O Breno se propôs a um feito inédito na literatura leiga, que é apresentar um romance com enfoque no Transtorno Bipolar (TAB-IA)... No próprio site do autor ele divulga o prefácio da obra, onde ele indica quais as possíveis leituras do livro...

A história de Marta é simples e cativante... É muito fácil se identificar com ela e com seus sentimentos por mais confusos que sejam...
O livro já começa em um momento muito forte (que eu não vou contar, sou totalmente contra spoilers), que parece ser muito marcante pra Marta, e o seria pra qualquer um que passasse pelo que ela passou...
Logo somos apresentados a João, o objeto do amor de Marta e ás suas amigas, que sempre estarão presentes.

Se você já está pensando "Mas nossa, isso deve ser uma leitura complicada e aflitiva já que trata de Transtorno Bipolar" está redondamente enganado(a)... Lembre-se que a personagem não foi diagnosticada ainda, e em nenhum momento a 'bipolaridade' é martelada na nossa cabeça e nem nos deixa aflitos... Também esqueça o ar de Documentário do Discovery Channel ! Marta nos mostra não o Transtorno Bipolar, mas sim a pessoa por trás dele, pois quem nunca teve o menor contato com o TAB estigmatiza muito quem é bipolar e com "Marta" é muito fácil enxergar a adolescente que não quer nada além do que todos querem: Ser Feliz...

Durante toda a narrativa vemos o sofrimento que Marta passa por causa de João, sabemos que eles estiveram juntos, não estão mais mas somente no final é que sabemos o por quê dessa separação e a razão disso ter machucado tanto Marta...
Em meio a tudo isso temos as amigas de Marta, a família dela e outras surpresas pelo caminho... Como Vasco, por exemplo, o primo de Marta por quem eu realmente torcia, eu nunca gostei muito do João, humpf....

No final das contas tenho certeza que você vai se identificar e se emocionar com Marta como eu...

Quanto a escrita, o livro é muito bem escrito, em alguns pontos exige um pouco de bagagem literária, mas se você não a tem não creio que isso atrapalhe a leitura... Senti uns traços machadianos na forma de escrever de Breno, e amei! E não, não é pesado como Machado, pelo contrário, a leitura é bem fluida apesar de toda a carga emocional...

Simplesmente indefinível!

Bem, sei que minha resenha nem chegou perto do que o livro merece, mas se tentasse além disso ia ter que contar a história, nananinanão...
Super recomendo! E recomendo também que dê uma passada no site do autor, você vai aprender muito com ele!

Laiara Martins

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Resenha de Marta, feita por Jonathan Henrique

"Por fim, eu gostei do livro. O autor Breno Melo trouxe algo diferente, uma boa história e um assunto pouco discutido na literatura." (Jonathan Henrique, do blog No Mundo de Alguém.)

Quer ler essa resenha na íntegra? Clique aqui.



Leia mais
Resenha de Marta no Primeiro Livro
Resenha de Marta no Livros, Letras e Metas
Marta no Skoob

domingo, 17 de julho de 2011

Marta - Romance

Marta é um romance psicológico escrito por Breno Melo.


Capa



Texto da contracapa

Marta é bipolar, adolescente e tenta viver uma história de amor. Um velho psiquiatra, disposto a produzir Literatura leiga e fugir das teses para o meio acadêmico, narra os fatos mais significativos da vida de Marta, abrangendo toda a sua primeira adolescência, até que possa caracterizá-la como bipolar tipo I. O mais original é que ele mostra Marta às voltas com a vida que todos levamos tentando viver sua própria história de amor e não apenas com o transtorno em si ou tratando dele.


Texto do Prefácio

    Há quatro leituras para Marta:
    1) Popular, isto é, o leitor leigo pode acompanhar a história de amor de Marta, uma garota bipolar de classe média.
    2) Médica, isto é, um psiquiatra pode analisar clinicamente a protagonista, ajudado por um psicólogo, perguntando-se qual o tipo de TAB-IA, segundo Biederman, Akiskal et al, se houve estados mistos, se existiram comorbidades, qual o seu temperamento de base, se o seu caso é típico para a idade e o sexo, por que houve diagnósticos errados, que outros fatores interferiram no humor, qual a relação entre TEPT e TAB, se tivemos um episódio depressivo, narrado ou sugerido, se houve alguma forma sutil de estupor, se o final da história corresponde a um caso clássico de mania, etc.
    Também dignos de análise são Vasco (indícios de incesto psicológico) e o narrador (indícios de melancolia).
    Sobre as três amigas (Marta, Naila e Sílvia), um profissional mais atento diria que elas representam, respectivamente, o ego, o id e o superego. Sendo assim, não seria por acaso que Marta se acha entre as outras duas vivendo conflitos, colocada entre o id e o superego.
    3) Filosófica, isto é, o leitor pode analisar a vida de Marta com base na filosofia de S. Agostinho e na de Spinoza.
    4) Pessoal, isto é, leitura feita por bipolares e por pessoas que convivem com bipolares, identificado ou não o transtorno na vida real antes da leitura da obra.
    As leituras 2 e 3 só podem ser feitas por profissionais ou estudantes. A leitura 4 só pode ser feita por bipolares e pessoas próximas. A leitura 1, entretanto, é praticamente universal, porque pode ser feita por qualquer pessoa alfabetizada, e é também aquela que torna a obra acessível a um grande número de pessoas, justificando uma possível publicação. A bipolaridade, além do mais, é o assunto da moda.

O Autor


Texto das orelhas

Breno Melo nasceu em 1980, no Rio de Janeiro. Foi indicado mais de uma vez para Poeta do Ano pela Sociedade Internacional de Poetas, em 2002, 2003 e 2004. Participou de The Best Poems and Poets of 2003, antologia de que faz parte o poema Hazel Eyes, e The Best Poems and Poets of 2004, antologia da qual faz parte That Girl.



Sobre os melhores poetas de cada ano, vejamos esta explicação da Sociedade Internacional: "Durante o ano passado, estivemos revendo milhares de poemas que nos foram enviados, bem como examinando os esforços de pessoas cuja poesia apareceu na Internet ou figurou em várias edições publicadas por outras editoras nos EUA e Europa. Depois de um exaustivo exame destas produções, The International Library of Poetry escolheu um pequeno grupo de eminentes poetas para ser incluído em uma coleção de uns poucos poemas escritos pelos Melhores Poetas que encontramos ao longo do último ano." Breno Melo também participou de outra fabulosa antologia, The International Who's Who in Poetry, em que figuram poetas de mais de 25 nações ao redor do globo. Essa incrível obra mundial reúne, segundo A Sociedade, os poetas mais interessantes encontrados ao longo dos cartoze anos anteriores, desde a fundação da Sociedade até o momento da seleção. Marta é o primeiro romance publicado de Breno Melo.

* * *

Marta é um romance com ênfase psicológica e fala de amor a partir de um ponto de vista inédito em Literatura leiga. Alguns bipolares famosos foram o filósofo Platão; o pintor Vincent van Gogh; o artista Miquelângelo; o médico austríaco Sigmund Freud; o militar e estadista Napoleão Bonaparte; o cientista Isaac Newton; o dramaturgo Eugene O'Neill; os atores Charles Chaplin e Marilyn Monroe; os compositores Mozart e Handel; os políticos Abraham Lincoln e Winston Churchill; os cantores Elvis Presley, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Kurt Cobain; os poetas Lord Byron e Maria Shelley; os escritores Christian Andersen, Honoré de Balzac, Leão Tolstói, Emile Zola, Charles Dickens, William Faulkner, Oscar Wilde, Virgínia Woolf, Ernest Hemingway, Agatha Christie, Hermann Hesse, Victor Hugo e Edgar Allan Poe.


Informações da obra

Título: Marta
Autor: Breno Melo
Formato: 14x21 cm
Capa: Supremo 250g 4x0 cor, com orelhas de 8 cm
Miolo: 1x1 cor, papel pólen 80g
Acabamento encadernação: Colado e costurado
Páginas: 220
ISBN: 978-85-8013-014-0


Editora Schoba

Encontre Marta na Editora Schoba

quinta-feira, 24 de março de 2011

Literatura e Análise Psicológica

TEXTO DO BLOG DA ANA

Psiu!

(...) O mundo está cheio de mortos-vivos, de gente que funciona no modo automático sem ouvir as coisas que pensa, sem levar em conta as suas próprias questões. (...)


COMENTÁRIO

Pois é! Isso é tão comum, e às vezes tão grave, que há pessoas que se desesperam quando têm de ficar sozinhas com seus próprios pensamentos ao menos por um minuto. Para elas, é uma ideia insuportável.

Em poucas palavras, elas se atormentam quando têm de ficar na companhia de si mesmas. Então procuram conversar o tempo todo, falar demais, ligar a TV, ouvir música tão alta quanto possível, deixar-se absorver por alguma atividade, etc. Mas, diferentemente de outras pessoas, elas não fazem isso para buscar entretenimento ou prazer; elas o fazem porque, de outro modo, se afligem, se desesperam, não suportam o silêncio... Mas, por silêncio, entenda-se elas mesmas. Elas mesmas e seus próprios pensamentos, nada mais, ninguém mais...

Essas pessoas simplesmente não podem ouvir os próprios pensamentos ou ver-se diante de alguma pergunta que a mente delas fez e não pôde responder, ou que outra pessoa lhes fez e parece complexa demais...

Geralmente, são pessoas que não conseguem refletir ou desenvolver um pensamento de maneira aprofundada. Suas respostas são simples, geralmente se resumem a uma frase. E uma frase ingênua, se empregamos o adjetivo ingênuo como antônimo de crítico. Causas complexas não existem para essas pessoas. Questões complexas, para essas pessoas, não existem. Quem se atém a questões complexas são os loucos. (Os médicos, os psicólogos, os psicanalistas, todos estes, para aquelas pessoas, são loucos, simplesmente porque refletem e pensam muito sobre um assunto. O curioso é que elas recorrem a esses profissionais ao menos de vez em quando...)

Essas pessoas são quase loucas, porque se privam da realidade ou do entendimento das coisas ao menos parcialmente. Os loucos fazem coisa parecida, mas em maior grau. Porém os loucos (pelo menos os loucos) não podem evitar isso...

Essas pessoas não têm os olhos para dentro; elas procuram se esvaziar internamente, imaterialmente. E como todo corpo precisa de uma alma, de um enchimento, essas pessoas buscam esse preenchimento de algum modo, isto é, buscam uma substituição.

Seja como for, não as condeno. Se elas fogem de si mesmas, deve haver um motivo para isso. Porque a verdade é que ninguém foge de algo que lhe parece bom ou agradável. E ninguém esvazia algo para enchê-lo com outra coisa de valor considerado inferior.

Quem tem vida interior, nunca está sozinho. Mas algumas pessoas, quando se voltam para si mesmas, quando fazem silêncio, parecem lançadas diante de algum deserto ou de alguma visão tão horrível, que elas recuam, fogem ou se desesperam.

O bebedor comum, bebe porque tem prazer com a bebida. O bebedor alcoólatra, bebe porque não tem prazer ou sossego sem a bebida. E aí está toda a diferença.

Quem se ocupa com alguma atividade porque sente prazer com isso, é alguém que se diverte. Mas, quem se ocupa porque de outro modo se desesperaria, é alguém que tem um vício ou não tem outra opção... E fugir de si mesmo é a pior das fugas, porque não leva a lugar nenhum.


Poesia, Literatura em Geral

Mas vamos lá! A Ana falava, antes de tudo, de poesia; não fujamos ao tema.

Poetas psicológicos, que se voltavam para si mesmos, para o seu interior, produziram excelentes poemas. Podemos meniconar Petrarca, Camões, Sá de Miranda... E na Literatura, quanto mais profundo é um texto, mais valor ele tem. A Poesia não foge a essa regra, não pode fugir, e ai dela se fugisse! Porque, do contrário, deixaria de ser Literatura também.

Os poemas que exploram conflitos psicológicos estão no topo da evolução da Poesia.

Textos que se baseiam unicamente em ações externas, têm pouco ou nenhum valor em Literatura. É o que geralmente se chama lixo ou subliteratura. E não, não sou eu quem o diz; é a Crítica Literária, coisa que, no Brasil, praticamente não existe. (Eis aí outra afirmação que não é minha.)

Os textos mais valorizados são aqueles em que há profundida psicológica. Mas, para que haja tal qualidade admirada pela Crítica, as cenas externas (isto é, as ações) devem ceder espaço; e o ritmo também se torna mais lento. É o que acontece em Dom Casmurro, em São Bernardo, por exemplo. Dois romances psicológicos nacionais da melhor espécie. São ricos como as pessoas que têm profundidade psicológica, profundeza de alma, por assim dizer.


Psicanálise versus Psicologia
(Leia o comentário da Ana no post Psiu!, e você vai entender.)

Sobre Psicanálise e Psicologia, eu diria que:

O Psicanalista é como o camponês que olha para um pé de oliva, sacudindo essa árvore até que o maior número possível de azeitonas caia sobre a lona estendida abaixo; e então o psicanalista recolhe aquelas azeitonas que lhe servem, descarta as imprestáveis e faz disso a sua ciência.

O Psicólogo é como o camponês que sobe na escada, para ficar junto aos ramos do pé de oliva; olha, escolhe, e a cada olhada vai seguindo este ou aquele ramo que lhe pareça mais proveitoso, e faz disso a sua ciência.

No primero caso, é a árvore que solta seus frutos; e então o Psicanalista os recolhe e seleciona.

No segundo caso, é o Psicólogo que os seleciona e recolhe ao mesmo tempo.

PS- Você vai lembrar disso toda vez que beber azeite ou comer azeitonas.... E, para que não deixemos de falar de Poesia, esses dois exemplos acima não deixam de ter lá a sua poesia. São quase poéticos, modéstia à parte.