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domingo, 26 de junho de 2011

Qual é a diferença entre bipolar e borderline?

Entendamos melhor a diferença entre bipolar e borderline. Comecemos falando de instabilidade emocional e, mais adiante, você entenderá por quê.


Instabilidade emocional

No transtorno de personalidade emocionalmente instável, o humor varia dentro de um tempo menor (segundos, minutos, no máximo horas). No transtorno bipolar, o humor varia dentro de um tempo maior (dias, semanas, meses), obedecendo a ciclos.

Quem é emocionalmente  instável (ou seja, quem sofre de instabilidade emocional) tem um humor que se altera devido a fatores externos (o que acontece em volta). Quem é bipolar tem um humor que obedece a fatores internos (que independem do que acontece em volta). Veja:

O instável vai mudando de humor ao longo do dia, segundo as situações que encontra. O bipolar mantém o humor maníaco enquanto durar a fase de mania (uma semana no mínimo); e mantém o humor depressivo enquanto durar a fase depressiva (dois meses no mínimo).

Mesmo aquele bipolar misto que alterna rapidamente momentos de euforia e de depressão não é tão inconstante como quem sofre de transtorno de personalidade emocionalmente instável. A diferença, nesse caso, pode ser pequena; mas existe.

(Mencionando Perugi, poderíamos ver o estado misto como um estado de instabilidade emocional em que euforia e depressão coexistem ou flutuam dentro do mesmo quadro. Ainda assim, mesmo vendo a coisa por esse ângulo, note que ainda estamos falando de estados mistos e, num caso de TAB, haveria outros elementos a levar em conta. Mas basta; neste post estamos buscando diferenças e, não, semelhanças!)

A instabilidade emocional está dividida em dois subtipos; um deles é o borderline, que é o transtorno boderline propriamente dito.


Borderline

Além do humor borderline ser mais curto como explicado acima (porque varia dentro de um tempo menor), há outras diferenças.

A indentidade do borderline é menos definida; ele não sabe exatamente quem é ou o que quer, e isso inclui a sexualidade. Já o bipolar tem uma identidade mais sólida; ele sabe quem é e o que quer.

Falando apenas de sexualidade, ou de identidade sexual, é mais provável encontrar um bissexual entre borderlines que entre bipolares, especialmente se não estamos falando de uma única experiência sexual, mas de várias. (Decidi escrever este parágrafo pensando naquelas bipolares que relataram ao menos pensar ou já ter pensado em outra mulher ou já ter experimentado pelo menos um beijo de outra mulher. À parte isso, não deixemos de ter em mente que a identidade do bipolar já é sólida ou definida enquanto a do borderline, não.)

O borderline divide as pessoas em dois tipos bem restritos. Exemplo: ou uma pessoa  é boa, só tem qualidades, ou ela é má, só tem defeitos. Não há um bom meio-termo. Mas veja; a opinião pode mudar: Se alguém que o borderline considera bom, perfeito, o decepciona fazendo algo real ou apenas imaginado, o borderline irá considerá-lo mau, tendo uma opinião oposta à anterior, sem achar um meio-termo.

Se você já leu romances românticos do século XIX, como Escrava Isaura, sabe o que é ver as pessoas divididas em apenas dois grupos restritos; porque nessas histórias os personagens ou são só qualidades (o mocinho, a mocinha, etc.) ou são só defeitos e maldade (o vilão, etc). Na vida real, como sabemos, as pessoas têm qualidades e defeitos, e nem sempre é fácil dizer quem é bom e quem é mau. Em poucas palavras, ninguém é inteiramente bom; ninguém é inteiramente mau (a não ser para o boderline, é claro!).

Sendo assim, já podemos dizer que a identidade e o humor do bipolar são diferentes dos do borderline; e que o borderline tem aquele pensamento extremista que divide as pessoas em dois tipos bem restritos.

Sobre depressão, algo que afeta tanto o borderline como o bipolar, eu diria que mesmo a depressão do borderline, intermitente, é diferente daquela do bipolar, contínua.

Há outras diferenças, certamente, entre ambos os transtornos.

(Sobre qual relação pode haver entre transtorno bipolar e transtorno borderline, se eles são a mesma doença, se eles podem acontecer ao mesmo tempo, etc., tudo isso ainda tem pelo menos um pé no campo das discussões e, por ora, não é possível fazer muitas afirmações. Seja como for, quando essas discussões finalmente tiverem acabado daqui a 50 ou 100 anos, publico um novo post. Por enquanto, fiquemos com este aqui.)


Bipolar e borderline

(Os fragamentos abaixo foram retirados do post 12 de junho bipolar, que já tocava no assunto. Vale a pena reler.)

Imagine um bipolar tipo I, que alterna fases de mania e de depressão. A mania durará pelo menos uma semana. A depressão, pelo menos dois meses. Haverá periodos de vida normal. Isso quer dizer que o humor varia dentro de semanas ou meses. Não é a variação de humor que vemos num borderline por exemplo.

Num borderline, o humor varia dentro de um tempo muito menor. Segundos, minutos, quando muito horas. Não há fases longas, por assim dizer. É claro que há outras boas diferenças entre transtorno bipolar e transtorno borderline; e é claro que, dependendo do bipolar, as diferenças entre ambos os transtornos podem ser bem pequenas. Mas não nos alonguemos; não nos alonguemos muito.

O que eu ainda gostaria de dizer é isto: Tente se lembrar de histórias de amor interrompidas, vividas por bipolares. Obviamente, os bipolares não estão isentos de serem traídos, humilhados, maltratados, etc., como qualquer pessoa normal. Mas veja que muitas bipolares ainda pensam em seus ex-namorados e desejam reatar com eles um dia, ainda que agora vejam neles defeitos que antes elas não viam. Uma borderline veria o ex que a traiu ou a humilhou como um verdadeiro demônio, que só tem defeitos; e se ela antes o queria, agora já não o quer.

Instabilidade emocional (mudar de humor a cada segundo, a cada minuto), não saber direito o que quer (isso agora é bom, isso agora é ruim), achar alguém perfeito e depois a pior das pessoas, sem haver meio-termo, sem haver transição, essas são características que dizem respeito essencialmente ao borderline, ainda que possam nos lembrar bastante um bipolar. Veja: Se você é uma bipolar e ainda ama seu ex que a traiu ou a abandonou, isso mostra que, apesar das suas variações de humor, você ainda sabe o quer e percebe que, se ele não era perfeito, pelo menos não era tão mau assim... Dá pro gasto... Uma borderline agiria de outro modo.


Conclusão

Enfim, diferentemente do que muitos pensam, instabilidade emocional não é TAB, mas outro transtorno, que pode ser borderline, um subtipo de instabilidade emocional.


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terça-feira, 5 de abril de 2011

Diana BBB11 - análise psicológica

Não estou fazendo nenhuma afirmação, nem deveria, e ai de mim se fizesse! Mas, como todo tolo tem direito a fazer ao menos algumas perguntas tolas, eu farei esta: A Diana sofre de TEPT? Talvez Borderline? Os bons psiquiatras e psicólogos sabem do que estou falando...

Antes de mais nada, tentemos encontrar, na Diana, estas características:

a) transtorno de personalidade;
b) comportamento antissocial ou agressivo;
c) retraimento ou timidez;
d) visão distorcida de si mesma, inferiorizada.


Transtorno de personalidade

Comecemos com o que é mais fácil. Sobre trasntorno de personalidade, ela mesma já falou sobre isso, além da confirmação por parte de sua família, de modo que, sobre isso, não haveria dúvidas. (Ah,sim! Estamos no século XXI, mas minha gramática é antiga; não por preconceito, mas porque ainda não assimilei completamente a nova!)


Comportamento antissocial ou agressivo

- Me masturbei na casa nove vezes. Ia fazer 11, mas saí antes. Não deu – diz rindo. (Diana, jornal Extra)

Sobre comportamento antissocial, o que poderia ser visto como tal? De modo geral, estas atitudes ou hábitos não são aceitos ou não são aceitos facilmente pela Sociedade: uso frequente de palavrões; masturbação (várias vezes durante o BBB); fumo; nudez parcial; etc.
A virtude ou a coragem de falar tudo pela frente, se temos a ideia de que isso pode ofender, também pode ser entendida como agressividade. Obviamente, ela pode fazer isso sem se dar conta, claramente, de que o faz.


Retraimento (como parte de TEPT)

Sobre retraimento ou timidez, talvez um observador mais desatento diga que ela é ousada, "pra frente", extrovertida. Pode ser... Mas, sobre isso, eu diria que ser ousada, "pra frente" ou extrovertida parece fazer mais parte de sua personalidade que de seu temperamento, talvez tendo a ver com um possível TEPT, que é a pergunta fundamental deste post.

Ela, no fundo, no fundo, parece se retrair ou ser tímida. A sua agressividade parece uma barreira levantada entre o mundo externo e seu temperamento, isto é, tem mais a ver com algo adquirido por ela ou provocado nela. E é entre as brechas ou pequenos furos que há nessa barreira ou muro de defesa, que eu tento enxergar, procurando ver o que há do outro lado...

Além do mais, quando essa barreira foi levantada?


Visão distorcida de si mesma

- Nua não sei, acho que não tenho corpo perfeito para isso – diz, mas quando perguntada se faria um ensaio sensual com Natalia, ela parece mais inclinada a aceitar: - Ah. Acho que sim, talvez. (Diana, jornal Extra)

Sobre visão distorcida de si mesma, antes de tudo, eu diria isto: Ela faria um ensaio sensual com outra mulher, mas não faria um ensaio completamente nu com outra mulher. (Quem assistiu ao Faustão domingo, sabe do que estou falando; o progama do Faustão é mais recente que a matéria do Extra.) Sendo assim, o que podemos dizer sobre isso?

Poderíamos falar em retraimento ou em visão inferiorizada de si mesma quando ela tem de se expor completamente, fazendo um ensaio inteiramente nu; mas, do contrário, quando há apenas um ensaio sensual com outra mulher, isto é, quando há antes de tudo uma atitude que poderia chocar — ou chocar os outros mais que expô-la —, tal retraimento devido a uma visão distorcida de si mesma parece não existir. Daí que, de tudo, a ideia que nos resta mais fortemente é a de comportamento antissocial.

Mas veja bem. Antissocial para as pessoas em geral. De minha parte, digo que eu não ficaria chocado nem um pouco com seus comportamentos antissociais. Me chocam de verdade certas notícias sobre Política ou Economia... além de me afetarem.

Ainda sobre visão distorcida, eu diria que outras mulheres procuravam expor o corpo o máximo possível, ou pelo menos mais que a Diana, estando a maior parte do tempo com pouca roupa; e que ao menos algumas vezes elas mostravam uma nudez parcial, sem querer, é claro, como é tão comum... E não vejo no que a Diana seria menos bonita que elas, para não recorrer ao mesmo artifício ou recurso a fim de chamar a atenção dos telespectadores.

Me parece que só uma vez lhe veio à cabeça a ideia de mostrar os seios, isto é, a ideia de seminudez como artifício ou recurso, quando estava perto de enfrentar um paredão. (E digo que me parece que só uma vez porque não acompanhei o BBB todos os dias, como deveria tê-lo feito para entender melhor a Diana; mas vá lá, continuemos... Perdoem-me essa mancada, e aceitem, em compensação, minha sinceridade em confessar meus pecados televisivos...)

Ainda a respeito da nudez parcial da Diana, há algo que um telespectador parece ter notado bem, porque ele comentou na Net: "Diana meio que timidamente cumpriu a palavra e pulou [semi]nua na piscina."

Daí que seu comportamento antissocial parece não ser maior apenas que seu retraimento ou visão distorcida de si mesma. Talvez ela se ache feia ou já tenha se achado feia em algum momento de sua vida, não deixando de levar essa ideia adiante, ainda que em menor grau, ao longo do tempo...

Obviamente, pode haver vários outros motivos para ela não ter exposto mais o corpo no BBB, ainda que estejamos falando de seminudez, ou para não expô-lo completamente agora, totalmente nu, numa revista.


Atos falhos e associação de ideias

Meu bom amigo psicólogo e meu bom amigo psicanalista devem ter notado ao menos um ou outro ato falho; e também devem ter notado a que tipo de evento ela associa esta ou aquela ideia.

Meu bom amigo psicanalista deve ter procurado descobrir por que a Diana não tem tatuagens. Obviamente, a resposta de que ela não gosta de agulhas não é uma resposta, porque nos obriga a uma nova pergunta: por que ela não gosta de agulhas? Tendo vários comportamentos antissociais, por que justamente este lhe escapa?

No quarto do Líder, com Natalia e Cristiano, o que houve? Tentemos entender. Se Cristiano tem mãos de polvo, isso faz com que venha à mente da Diana a ideia de quê? Opções: 

a) alguém que a incomoda, a faz se aborrecer, ter raiva;
b) alguém que a incomoda, a deixa constrangida, a leva a retrair-se;
c) alguém que tenta ou tentará violá-la (lembremo-nos das palavras do diálogo com a Paula);
d) alguém que a faz voltar-se para outra pessoa, a Natalia (tenhamos em mente a reação da Diana, que disse ter dormido de conchinha com a Natalia. Obviamente, ela dormiu assim depois das mãos de polvo do Cristiano).

Também tentemos responder a esta pergunta: a reação ou a frase dita pela Diana é proporcional ao que aconteceu no quarto do Líder? Durante o diálogo com a Paula, a Diana estava brincando ou estava séria? Que expressão ela tinha?

Se ela realmente se sentiu quase violada, por que não abandonou o quarto do Líder ou pelo menos a cama? Racionalmente, ela deve ter entendido que as mãos de polvo de Cristiano não representavam um perigo de quase ser violada, mas, inconscientemente, a ideia que lhe veio à cabeça (e, mais que à cabela, aos lábios; porque não podemos ler pensamentos) foi a de violação.

Quem assistiu ao BBB com mais frequência ou 24h por dia, em tempo real, obviamente deve ter mais elementos para analisar.


Conclusão

Como se trata de uma mulher, meu bom amigo psiquiatra ou psicólogo associaria o transtorno de personalidade da Diana a determinado evento localizado em sua adolescência. Seria o evento mais óbvio para justificar o seu transtorno de personalidade. Esse evento explicaria o retraimento e visão distorcida de si mesma.

Sobre o comportamento antissocial, meu bom amigo psiquiatra ou psicólogo lembraria que ele está mais associado a pessoas que sofreram agressão ou violência física, ou que tiveram relação íntima com tais eventos de algum modo. Isso poderia estar associado àquele outro evento de que falamos no parágrafo acima, ou ser o mesmo evento.

Já teríamos aí um evento que justicasse um possível TEPT. Obviamente, não podemos afirmar tal coisa, nem poderíamos, e ai de nós se o fizéssemos! Estamos comendo pelas beiradas, tentando chegar ao TEPT correndo por fora, tentando emparelhar... Tudo o que foi dito acima é mais uma pergunta sem resposta que uma resposta propriamente. Não temos elementos suficientes para chegar a um diagnóstico, nem poderíamos ter. Este post se contenta em perguntar.

Tudo o que foi dito acima, para fins de diagnóstico, são apenas migalhas, retalhos... meia dúzia de peças de um quebra-cabeças que teria, no mínimo, 100 peças... Enfim, meia dúzia de peças que poderia nos dar uma visão bem diferente da real imagem desse quebra-cabeças.


Poeticamente falando...

Com bastante licença poética, eu diria que a Diana é uma menina, uma criança que, para estar entre adultos, adotou algumas atitudes ou defesas. É como se ela usasse uma armadura que, de vez em quando, solta uma parte ou outra; e então vemos algo mais que essa armadura...


A favor

A favor da Diana, eu poderia ter dito muitas coisas, se não tivesse me preocupado em entender isto ou aquilo... Mas o faço aqui.

Ela foi uma das participantes mais interessantes (senão a mais interessante) do BBB. É claro que alguns daqueles comportamentos antissociais chocam ao menos uma parte das pessoas, mas, do contrário, não seriam vistos como antissociais... O que eu quero dizer é que, para quem busca encontrar uma pessoa de carne e osso ao assistir ao BBB, ela foi talvez o que houve de melhor.

Tendo em mente todas as edições do BBB, eu diria que até o Mickey Mouse tem mais profundidade psicológica que certos participantes! Não digo todos os participantes, mas ao menos uma parte deles... E não, não mencionemos nomes para não acender certos ódios... Ao menos com respeito a isso, não ajamos como a Diana... Ela que nos perdoe.


BBB

Novamente, não mencionemos nomes. Mas alguns participantes são tão infantilizados, que ou eles fingem ou eles realmente têm uma idade mental baixíssima. Se um desses participantes, agindo assim, consegue ser popular ou até mesmo vencer o BBB, já nos dá uma boa ideia de nossa idade mental média ou de nossa falta de senso crítico...

Obviamente, ainda que a idade mental média das pessoas seja realmente baixa, devemos lembrar que conseguir a simpatia dos telespectadores que estão abaixo dessa média é igualmente importante. Daí a necessidade de ter ou representar uma idade mental abaixo da média, além de adotar outras características, a fim de gerar empatia. Afinal, voto é voto; e vence quem é mais popular e, não, quem é mentalmente mais desenvolvido...

Na Política, na campanha eleitoral, é tal e qual. E é por isso que eu dizia, acima, que aquilo que realmente me choca são certas notícias sobre Política ou Economia...

Basta.


Provavelmente

Provavelmente a Diana não lerá isto que escrevo, mas, às vezes, encontramos pessoas de carne e osso entre os personagens de desenho animado que costumam participar do BBB. Se Fernando Pessoa participasse do programa, provavelmente diria (perdoem-me a paráfrase!): Arre, estou farto de desenhos animados! / Onde é que há gente no BBB? // Então sou só eu que é vil e errôneo neste programa? Felizmente o BBB costuma contar com ao menos algumas pessoas de carne e osso, e uma delas, no BBB11, foi a Diana.


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