Fiz uma resenha de O Mundo de Vidro, de Maurício Gomyde (clique aqui para lê-la no Skoob). Talvez eu tenha cometido alguns ou vários erros em minha tentativa de analisar a obra, mas todos correm esse risco ao falar de um livro que ainda não passou pelo crivo de inúmeros especialistas, o que, via de regra, leva algumas décadas ou mais. Às vezes, muitas vezes aliás, nem chega a acontecer.
Falar de obras recentemente publicadas é sempre uma aventura. Dar o primeiro passo em qualquer caminho é sempre uma ousadia. Muito fácil, porém, é falar de obras que já se cristalizaram na opinião de especialistas. Falar de Machado de Assis, por exemplo, geralmente é um caminho bastante conhecido e você não encontra nada ou quase nada novo para dizer.
Mas quem fala de obras antigas é o ensaísta. Um crítico literário de verdade (coisa que não sou, veja bem; coisa que praticamente ninguém é no País, infelizmente, porque nos faltam os verdadeiros críticos) é aquele que quer ser o primeiro a fazer uma análise crítica de um livro, correndo todos os riscos de dizer algo acertado ou uma tolice, baseando-se sempre, é claro, numa ciência, fugindo tanto quanto possa da opinião pessoal.
Em poucas palavras, procurei ir mais além de um resumo da trama e da opinião pessoal.
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Dia 4 de outubro, representantes dos Correios e o TST fecharam um acorddo para o fim da greve. O acordo ainda deveria ser confirmado pelos sindicatos dos Correios dia 5, o que não aconteceu. Pois é! Foi por pouco.
Dia 10, representantes dos Correios e o TST tentarão fechar outro acordo. Nesse caso, ele também deverá ser confirmado dia 11 pelos sindicatos dos Correios. É necessário que pelo menos 18 dos 35 sindicatos existentes no País aprovem a volta à normalidade para que a greve finalmente acabe.
Tudo leva a crer que a greve acabe dia 11, próxima terça.
A quem leu minha postagem anterior, dispenso de me chamar de adivinho. A notícia abaixo é do site UOL Notícias.
Correios e funcionários fecham acordo para encerrar greve; decisão final sairá de assembleias
Os funcionários e a direção dos Correios fecharam nesta terça-feira (4) um acordo para encerrar a greve de 21 dias que já impediu 136 milhões de correspondências de chegaram a seus destinos no prazo correto. A decisão foi tomada após uma reunião de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e ainda tem de ser referendada por assembleias de trabalhadores, que devem começar a ser realizadas a partir desta quarta-feira (5).
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Parece que a greve dos Correios está chegando ao fim.
O Governo já faz declarações mais enérgicas na Imprensa, mostrando-se contrário à greve da categoria de modo bastante claro. Já não é o Governo calado e paciente de antes, que tinha a esperança de não ter que intervir de maneira mais dura ou direta. O Governo agora, por exemplo, deseja que a greve seja considerada "abusiva" pela Justiça.
Além disso, as negociações parecem ter avançado bastante, exceto por um ponto: as horas extras que o Governo não pretende pagar. Explico:
Parte dos dias parados será descontada dos salários dos funcionários. Já outra parte não seria descontada, mas compensada com horas extras de trabalho. São essas horas extras que a categoria quer que sejam pagas.
Seja como for, o Governo já ofereceu um abono de R$ 500 que, na prática, não deixa de ser um pagamento por esses dias; e esse abano já estaria aceito, além de um reajuste salarial e um aumento de salário a partir de 2012.
O único impasse para o fim da paralisação, segundo o próprio ministro das Comunicações, é justamente o pagamento dessas horas extras.
Daí que em resumo, para pôr fim à greve, podemos falar em uma pressão por parte do Governo que antes não existia e em negociações mais avançadas. Além disso, o Governo não deve estar nem um pouco contente com as duas greves em andamento no País, procurando acabar com pelo menos uma delas o mais rápido possível. Lembremos que essa postura mais enérgica do Governo coincidiu com o início da greve dos bancários ou com a iminência desta.
Sendo assim, deveríamos esperar pelo fim da greve dos Correios ainda esta semana (3 a 8 de outubro)? Não parece possível que a greve dos Correios passe da terceira semana, coincidindo indefinidamente com a dos bancários. É um desgaste político para o Governo e um prato cheio para a oposição nas próximas eleições. (Sim, sim; ao que parece, tudo se resume à política.)
Tente se lembrar da última vez que houve duas revoltas greves simultâneas que afetassem todo o Reino País. Já começamos a vislumbrar a anarquia desordem pública e o rei a presidente recentemente recorreu a outros detentores do poder no Reino ao TST para declarar a rebelião greve dos Correios como intolerável abusiva, sem obter êxito até o momento.
A Realeza o Governo enfim desembainhou a espada abandonou a diplomacia. Agora ele pede auxílio recorre ao TST para pressionar os revoltosos grevistas e começa a rugir em praça pública fazer declarações enérgicas na Imprensa. Por outro lado, a Nobreza o Governo cede mais do que se mostrava disposto a ceder. Afinal, numa mesa de intimidações negociações, ninguém bota todas as cartas na mesa de uma vez, mas aos poucos; e blefa-se bastante.
Ruim mesmo era no tempo de Pedro II, quando havia muitos analfabetos, poucas correspondências para entregar e nenhuma greve dos Correios. Mas os tempos mudaram para melhor e hoje em dia tudo é muito, muito diferente daquela época. Já não há imperadores, revoltas, etc., e o selo já não é o Olho de Boi. Hoje o que temos é a Democracia, o direito de greve e 75% de analfabetos funcionais. Mudamos d'água para o vinho e deveríamos estar felizes, até mesmo porque vinho é melhor que água.
Sobre as correspondências atrasadas ou acumuladas na atual revolta greve dos Correios, se ela acabasse já, calcula-se que as atividades seriam normalizadas depois de quatro dias de serviços extras, isto é, após dois fins de semana com horas extras ou mutirões por parte dos funcionários.